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In The Valley of Elah – No Vale das Sombras


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Eu gosto de filmes corajosos. De roteiros que não se limitam a contar uma história, mas também a fazer crítica ou a nos fazer refletir sobre questões importantes. Ok, nem sempre temos “paciência” para ver filmes “pesados”, intensos, questionadores. Algumas vezes nosso espírito pede mesmo uma comédia despretensiosa, uma história de amor (ainda que óbvia demais), um suspense ou terror de arrepiar ou um filme de ação que nos deixa “colados” na telona. Mas nenhum destes é o caso de In The Valley of Elah. Aqui o diretor Paul Haggis caprichou no roteiro e na direção para fazer uma importante crítica da Guerra do Iraque – ainda que a história tenha a ver com a primeira Guerra do Golfo – e, mais que isso, uma marcante crítica ao modo de vida dos Estados Unidos e aos problemas que uma guerra causa na essência das pessoas, das famílias e de um país. Pena que o filme parece não ter tido o lobby suficiente para chegar a ser indicado ao Globo de Ouro – e provavelmente ao Oscar.

A HISTÓRIA: O sargento Hank Deerfield (Tommy Lee Jones) recebe uma chamada do Exército em que perguntam de seu filho, o soldado Mike Deerfield (Jonathan Tucker). Hank responde que Mike está na Guerra do Iraque, mas se surpreende ao saber que ele voltou para casa. Inconformado com a notícia – afinal, como o filho pode ter voltado para casa e não ter falado com ele ou a mulher, Joan (Susan Sarandon)? -, ele decide viajar até a base militar em que o filho estava para saber de perto o que está acontecendo. Logo ele percebe que Mike está desaparecido. Em busca da verdade sobre o que aconteceu com ele, Hank pede ajuda da detetive Emily Sanders (Charlize Theron).

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que parte do texto à seguir conta fatos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a In The Valley of Elah): A cada aparição de um ator no filme eu tinha cada vez mais claro que se tratava de um belo projeto. Afinal, não é por acaso que atores interessantes como Susan Sarandon, Jason Patric, James Franco, Josh Brolin e Brent Briscoe, só para citar alguns, estão no filme praticamente em “pontas”, papéis secundários. E claro, não seria um filme qualquer que chamaria a atenção de Tommy Lee Jones e de Charlize Theron. Os dois, aliás, estão fantásticos em seus papéis. Para mim, mereceriam ser indicados a vários prêmios – ainda que não os ganhassem.

Mas voltando a história em si. Achei muito interessante como o roteiro do diretor Paul Haggis – baseado em uma história criada por ele próprio junto com Mark Boal – nos “enreda” em uma investigação policial um pouco fora do comum, deixando em “segundo plano” a questão familiar e de corrupção “da alma” provocada pela guerra (seja ela qual for). Claro que o segundo plano escrevi entre aspas porque eu realmente acho que as críticas e reflexões que o filme faz sobre estes temas nunca deixam de estar nos holofotes, ainda que não pareça ser a mola propulsora principal.

Sendo assim, é muito interessante acompanhar o desenrolar da investigação, passando de uma possível deserção de Mike até a confirmação de seu assassinato. A partir deste ponto, entramos em um jogo de tentar descobrir, junto com os personagens principais, os culpados. E como diz o cartaz do filme, as vezes o pior não é descobrir a verdade, mas encará-la. A parte final do filme realmente foi muito bem escrita. Hank descobre não apenas o lado “podre” da instituição que ele tanto prezava e admirava – a ponto de dedicar sua vida a ela -, mas descobre, principalmente, o quão podre está o sistema que mantêm e corrompe os soldados enviados para a guerra, assim como a podridão dentro de seu próprio cesto – e os erros que ele nunca poderá corrigir.

Só um ator como Tommy Lee Jones poderia interpretar tão bem esse pai que descobre tarde demais a verdade a respeito de seu filho, de si mesmo e dos valores pelos quais sempre lutou. A simbologia da bandeira invertida, para mim, foi a mais bonita a respeito da bandeira dos Estados Unidos nos últimos tempos. Realmente, aquele país precisa divulgar para o mundo que precisa de ajuda, que precisa que organismos externos entrem no país para salvar as pessoas racionais que ainda vivem lá do caos completo. E a crise a que me refiro se passa pela crise de consciências, do bom senso, nada de econômica ou algo do tipo.

Toda a narrativa de como Mike foi morto e das “brincadeiras” que os soldados faziam – inclusive a vítima – durante a guerra é de arrepiar. Depois a descoberta do pai do soldado sobre o momento em que o filho “perdeu a inocência” também é muito forte. Um filme realmente bonito, inteligente e com belíssimos trabalhos de roteiro, direção e atuações. Um conjunto que funciona.

Ah, e o que falta agora mesmo é o envio de ajuda internacional para tomar os Estados Unidos de assalto e restabelecer o bom senso naquele país. Algo que não existe por lá atualmente.

NOTA: 9,5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: In the Valley of Elah é o primeiro trabalho do diretor canadense Paul Haggis depois de Crash, filme ganhador do Oscar em 2006. Um belo roteiro depois de ter escrito Crash e a história de Letters from Iwo Jima (Cartas de Iwo Jima).

O filme rendeu o prêmio SIGNIS no Festival de Veneza deste ano e foi indicado a outros três prêmios – mas não ganhou mais nenhum. Como não foi indicado aos principais prêmios da crítica dos Estados Unidos e nem ao Globo de Ouro, dificilmente chegará ao Oscar.

No site IMDb, In the Valley of Elah registra a nota 7,7 dos usuários, enquanto que pelo site Rotten Tomatoes ele recebeu 89 críticas positivas e 40 negativas (um número relativamente grande para o meu gosto, mas fazer o que, nem sempre concordo com os críticos).

O filme foi rodado no Marrocos e nos Estados de Tennessee e Novo México, nos Estados Unidos.

O ator Josh Brolin teve um 2007 realmente incrível. Além de participar deste filme, ele trabalhou em American Gangster, No Country for Old Men e, ainda, em Planet Terror (ainda que este último não seja, na minha opinião, uma grande referência).

O filme foi mal nas bilheterias dos Estados Unidos. No período de 16 de setembro a 9 de dezembro ele faturou pouco mais de US$ 6,7 milhões – muito pouco para os padrões do país, um indício da razão de porque o filme não tem lobby suficiente para o Oscar.

PALPITE PARA O OSCAR: Como comentei antes, acho que o filme não terá forças para chegar a ser indicado ao Oscar. Digo isso levando em consideração que ele foi esquecido pelo Globo de Ouro e pelos principais prêmios da crítica nos Estados Unidos. Ainda assim, mesmo que eu ache que o lobby não faça ele chegar lá, para mim ele merecia ser indicado para filme (no lugar de Atonement, por exemplo), roteiro, direção e ator (Tommy Lee Jones). Como filme, acho ele melhor que Atonement, um quase certo candidato ao Oscar. Infelizmente parece que minha torcida será um verdadeiro “tiro n´água”, porque In The Valley of Elah não deve sair do lugar.

CONCLUSÃO: Um filme competente na crítica ao modelo estadunidense de “fazer justiça” em suas relações internacionais, desvelando principalmente a crise de valores da sociedade norte-americana e os efeitos da guerra na estrutura das famílias e na vida de jovens combatentes. Um belo roteiro, com grandes atuações dos atores principais, pontas de nomes importantes e uma direção precisa.

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  1. Osmar
    26 de dezembro de 2007 às 4:42

    Olá Alessandra! Primeiramente um feliz natal para você e pra sua família, e que você nos presenteie com mais e mais críticas nesse novo ano que está chegando.

    Bom, eu já assisti o Atonement (já tem DVDrip nos torrents da vida) e não achei tudo isso que estão falando não. É simplesmente um filme bem feito e só. Não é daqueles filmes que você fica lembrando uma semana, mas é um bom filme. Agora que ele “roubou” a vaga de muito filme bom no Golden Globe, e “roubará” no Oscar também, é fato.

    Esse filme In The Valley of Elah deve ser muito bom mesmo, e depois da sua crítica fiquei com mais vontade de vê-lo.
    O Josh Brolin está em todas mesmo. Quem diria ein, aquele coadjuvante do Kevin Bacon em O Homem Invisível, dividindo tela com Russel Crowe, Denzel Washginton e cia.

    Falando em injustiça, você já viu I Am Legend? O Will Smith está muito bom. Ele merecia uma indicação pra melhor ator no Golden Globe. Ele sozinho consegue segurar a platéia por uma hora. Eu fiquei impressionado com o trabalho dele, sério mesmo. O filme é muito bom, com efeitos especiais sutis e eficazes. Merecia uma indicação pra algum prêmio.

    Parece que o There Will Be Blood não é tudo isso que vinham dizendo, basta acompanhar as críticas do Rotten Tomatoes; o que antes era 100% está em 88% e descendo. Não sei não ein, mas eu acho que esse Oscar é do American Gangster.

    Por fim, parabéns pela crítica mais uma vez, ficou realmente boa.
    Inté!

  2. 26 de dezembro de 2007 às 14:12

    Olá Osmar!

    Muito bom receber a tua visita novamente! Assim que eu gosto! Pessoas bacanas que tem opinião e que me visitam sempre.

    Te desejo também um ótimo Natal e um 2008 ainda melhor do que este ano que passou. Para mim 2007 foi um grande ano, mas espero que 2008 seja ainda melhor para mim e para todos os que conheço, admiro e respeito. Por isso, que você e tua família tenham um fim de 2007 incrível e um 2008 ainda melhor.

    Voltando ao cinema, nossa paixão, não sei se você chegou a ver meu comentário sobre Atonement. Eu também vi o filme e achei o que tu comentou: é uma produção competente, nada mais. Não estaria na minha lista para os principais prêmios da indústria do cinema de jeito nenhum. Mas, como nem sempre são méritos próprios que levam as produções até Oscar e Cia., o jeito é nos conformarmos e olharmos com crítica para esse movimento de “mercado” que eles mesmo fazem. Ah, e realmente não é um filme que deixe a gente pensando nele por uma semana… na verdade, não me deixou pensando nele nem no dia seguinte. hehehehehehe

    Recomendo mesmo In the Valley of Elah. No início, eu fiquei um pouco “resistente” ao filme ao ver o cartaz, com aquela baita bandeira dos Estados Unidos no fundo – tenho um pouco de aversão a esse “patriotismo” disfarçado de arrogância deles, mas isso é papo para outro texto. Normalmente eu vejo o cartaz dos filmes antes, assim como a informação de elenco e equipe técnica. E o cartaz me “afastou” um pouco, só que depois falou mais alto os nomes envolvidos no projeto. E não deu outra: o filme me surpreendeu positivamente. Ainda assim, claro, não acho que ele bateria American Gangster ou alguns outros, mas é melhor que Atonement… hehehehehe. Ainda que, claro, os filmes não tenham quase nada a ver uns com os outros.

    Ainda não assisti a I Am Legend, mas vou fazê-lo. Ainda mais que você elogiou ele desta maneira. Tenho, admito, um pouco de resistência ao Will Smith. Acho que ele sofre um pouco da síndrome do Jim Carrey, ou seja, que muitas vezes ele repete caras, bocas e demais “tiques” para interpretar personagens diferentes. Ainda assim, sei que ele pode ser mais que mediano. Vou assistir o filme e, em seguida, comento ele por aqui.

    Eu sou louca para ver o There Will Be Blood. Especialmente porque desde Magnólia eu espero o Paul Thomas Anderson fazer algo decente. Espero que ele demonstre de verdade seu talento, contradizendo quem disse que ele foi o diretor de um filme só (decente, me refiro). Além do mais, gosto muito do Daniel Day-Lewis. Só que eu sempre sou um pouco “resistente” a esse auê que fazem sobre uma produção. Por isso fiquei um pouco com o pé atrás com a “unanimidade” sobre There Will Be Blood… sabes aquela frase chavão, né? Toda unanimidade é burra. Por isso até gosto do fato do filme estar “caindo” no gosto dos críticos ou do público… talvez assim ele realmente mostre qualidade. hehehehehehehe. Mas só vou saber como ele é assistindo mesmo. De qualquer forma, American Gangster continua sendo meu voto e meu favorito até agora.

    Obrigada, Osmar, por teu comentário. Adoro quando participas com opinião e argumentos. Para mim o sentido de um blog é realmente esse, trocar idéias – acho que eu já tinha falado isso antes, mas tudo bem. hehehehehe. Obrigada pela visita e pelo incentivo. Volte sempre!

    Um abraço e inté

  3. Osmar
    28 de dezembro de 2007 às 2:18

    Olá Alessandra, só passei aqui pra te perguntar se você já viu Into The Wild, o novo filme dirigido pelo Sean Penn?
    Eu vi muitos comentários bons sobre ele, mas até agora não achei em torrents, e a data de estréia dele aqui no Brasil é desconhecida ainda.
    Ah, assim que você assistir Before The Devil Knows You’re Dead faça uma critica, por favor, gostaria muito de ver seu comentário sobre esse filme. Eu confesso que nunca acompanhei os filmes do Siney Lumet, mas já fiquei fã dele.
    Inté! Feliz ano novo pra você e pra família, boas festas e que 2008 seja um ano de bons filmes.

  4. 29 de dezembro de 2007 às 19:01

    I think I’ll pass on this one.

  5. 30 de dezembro de 2007 às 19:01

    Olá Osmar!!

    Pois sim, Into the Wild é mais um dos filmes que está na minha listinha (que, aliás, não é pequena, hehehehehe) de filmes que estou “louca” para assistir há algum tempo já. Ainda não consegui vê-lo, mas logo que possível o verei e farei comentário a respeito por aqui.

    Gosto muito do Sean Penn, como ator e, principalmente, como diretor. Também ouvi comentários muito positivos – ainda que tenha evitado ler a respeito.

    Before The Devil Knows You´re Dead é outro da listinha essa… estou baixando ele agora e, assim que puder, faço comentário sim. Ainda mais depois do teu pedido. Será um prazer comentá-lo por aqui. Gosto muito do Sidney Lumet. Para ser franca, não tenho acompanhado seus últimos filmes, mas adoro Serpico, A Dog Day Afternoon (Um Dia de Cão, filmaço com Al Pacino de 1975) e The Veredict (O Veredito, com Paul Newman).

    Obrigada, mais uma vez, por tua visita, teu comentário e teu apoio. Assim dá gosto manter este blog! Um grande abraço e um ótimo 2008 para ti e tua família. Que vejamos muitos filmes bons neste próximo ano e que sigamos trocando idéias. Inté!

  6. 30 de dezembro de 2007 às 19:08

    Hello Uzumaki!

    Well, you knows about the films that you think is worth attending, but still saying that this is the good.

    Thank you for your visit and check back often!

  7. Maria José Speglich
    17 de janeiro de 2008 às 18:00

    Apesar da inegável importância política a Guerra do Iraque é um tema chato de se falar. Mas Tommy Lee Jones tem uma atuação inspiradíssima como protagonista, e em sua “cruzada” na busca pela verdade, o personagem se depara não apenas com as dúvidas a respeito do desaparecimento de seu filho, mas também com revelações desagradáveis a respeito dele e da realidade da guerra.
    A crítica presente no filme é forte, mas ao mesmo tempo sutil. Mas em se tratando de um filme americano até que foi muito interessante. Tudo é visto do ponto de vista do indivíduo perdido entre seus valores e os horrores da guerra e prende a atenção do espectador.

  8. 29 de janeiro de 2008 às 22:36

    Olá Maria José!

    Primeiro, obrigada por tua visita e pelo teu comentário. Espero que voltes por aqui muitas vezes!!

    Depois, concordo contigo. O mais fácil de se fazer com o tema da Guerra do Iraque é um filme chato. Mas In the Valley of Elah surpreende porque faz uma crítica forte à guerra, ao modelo estadunidense de “invadir, ocupar e decidir o que é melhor para os outros país” sem ser panfletário, chato, sem deixar claro o discurso.

    Realmente o Tommy Lee Jones está maravilhoso. Não é por nada que foi indicado ao Oscar. Ele realmente mereceu essa indicação. Gosto muito também do roteiro e da direção do filme. Acho que ele funciona bem. E o “pedido de ajuda” eu achei uma sacada ótima. O bom é que é um filme que faz refletir sobre os valores pessoais do indivíduo (no caso o personagem de Tommy Lee Jones) e também sobre os valores de sua nação, do seu coletivo. E impressionante a crítica aos que “não tem a mínima idéia” de que as coisas vão mal, como o figura que cuida da bandeira. hehehehehe

    Volte sempre, viu? E comente também. Um abraço

  9. Weliton
    8 de fevereiro de 2008 às 2:33

    A atuação de Tommy Lee Jones neste “In The Valley of Elah” é correta, não é soberba. Achei correta, apenas. Não é a mesma coisa, mas parece um pouco com o papel que o consagrou em “The Fugitive” e pelo qual ele ganhou seu único Oscar até agora (e acho que ele não tem a mínima chance neste Oscar 2008). Não achei tal atuação inspiradíssima como protagonista, aliás, acho que quando estava escrevendo o roteiro Paul Haggis deve ter pensado primeiro em Tommy para o papel – o qual é a cara dele: personagem carrancudo, exigente e durão. [spoiler] Imagina, não conseguir chorar com um bilhete emocional do filho dizendo “Ao meu pai, com amor”, mesmo tal bilhete ter sido escrito pelo filho em vida e agora o filho está morto. Outra coisa, a tal ajuda que ele recebe da bela Charlize (mesmo vestida de militar, Charlize é bela) não é conquistada de imediato, primeiro ela ignora, mas depois solidariza com a causa do pai investigador. Em um momento do filme ela diz algo como: “Deve ser dificil para um investigador tão bom como você ter que suportar os que não são tão bons. Com sua habilidade você resolveria a maioria dos casos de assassinato dos últimos 30 anos.” É, ela parte de ajudadora para admiradora.
    Não sei se fui ao cinema com uma expectativa elevada demais com relação a este “In the Valley of Elah”, o fato é que esperava mais contundência. Realmente achei o filme crítico, mas bem sutil também. Porém, achei que seria mais contundente. O que não significa que não seja bom, o filme é bom. Mas minha modesta nota é 7,6.
    Ah.. Assisti “Atonement” e achei ótimo. As críticas estavam divididas e fiquei curioso. Mas vou acompanhar os que acharam a produção como ótima. Ótima direção de arte, trilha sonora espetacular, fotografia correta, direção competente(!!!!!) – e devia ter tido mais indicações para diretor-, Keira e James ótimos em seus papéis, Vanessa hour-concours, e Saoirse uma grata surpresa. Gostei muito de “Atonement”. Minha modesta nota é 8,1.
    Mas vou ter que acompanhar o pessoal deste site que simplesmente amaram “American Gangster”. Amaram com razão. É fabuloso. Quando ele estreou na América achei que era o primeiro finalista ao Oscar de melhor filme pois rendeu bem nas bilheterias, mas quando começaram as premiações dos críticos e dos sindicatos “American Gangster” perdeu força e ficou com apenas -apenas- duas indicações -merecia pelo menos 6: filme, diretor, roteiro, ator, atriz coadjuvante e montagem -dispenso a indicação para direção de arte (apesar de ser boa também). Minha singela nota é 8,3.

  10. 8 de fevereiro de 2008 às 17:03

    é..
    voltei.. e voltei… a internet tem dessas surpresas..desses prazeres!

    bom..
    assisti esse tb! rs
    e varios que vc indicou numa lista que achei no seu site..(into the wild, e varios)
    to com muita preguiça de comentar e responder o seu comment
    mas prometo que o farei..
    acabei de ver o ultimo rei da escócia..
    meus ultimos dias de´férias..~
    ja to com saudades de hollywood! rs

    o tommy lee é feio pra burro…mas manda bem demais! …rs
    algo no filme foi mais sensível pra mim do que a própria história… de um pai arrependido tentando compensar a atençao que nunca deu ao filho..na busca por respostas.
    a quebra do ciclo natural da vida é cruel.. e a cena da mae dizendo..:
    - os dois? pq nao me deixou ao menos um? é muito cruel… (reclamando a ida dos dois filhos pro exército)
    e a cena onde a mulher que dias atrás havia reclamado do marido que era agressivo com o cão… encontrada morta!..essa realidade é dura.. mas ta presente… todo dia!
    como entender as motivações humanas?
    onde vai parar esse “ser” humano!?

    bj moça
    a gente vai se falando..
    ainda explico o pq do “fofo”..

  11. 20 de fevereiro de 2008 às 0:34

    Olá Weliton!

    Primeiro, desculpe pela demora em responder. Estou em fase de busca de novo trabalho e daí já viu… correria total. E ainda trabalhando no antigo… hehehehehehe

    Concordo com você que Tommy Lee Jones não está “soberbo” em In the Valley of Elah. Volto a repetir que a qualidade de sua interpretação não merece o Oscar, por exemplo, mas que sim ele merece estar entre os indicados. Não acho que ele seja um ator que parecerá “soberbo” um dia – atingindo o nível de um Marlon Brando ou Al Pacino, para dar exemplos -, mas acho que ele consegue interpretações regulares e muito acima da média. E ouso dizer que ele está em uma das melhores interpretações de sua carreira neste filme. Por isso ele merece a indicação ao Oscar e merece ganhar algum prêmio menos “concorrido” ou mais independente.

    Realmente o papel é perfeito para ele… interpretar um ex-militar durão que tem muito orgulho do seu país e de sua “profissão” parece ser algo perfeito para Tommy Lee Jones. Mas ele consegue, volto a dizer, imprimir uma mudança em seu personagem, sem grandes “caras e bocas”, que outros atores dificilmente conseguiriam. O que ele demonstra sem chorar, com o olhar, com os silêncios, é forte. E sobre ele não chorar… conheço muitíssimos homens, criados de certa maneira e “adestrados” pela vida de um jeito que lhes impedem de chorar. Isso não é uma falha de interpretação ou um “ponto em que o ator não consegue chegar”, mas algo que tem a ver com o personagem. E acho que a expressão no olhar dele, de emoção, vale muito mais do que um choro provocado e superficil. Se não era do personagem chorar, perfeito.

    Justamente o fato do filme ser bem crítico e, ainda assim, não-panfletário, pelo contrário, bem sutil, é o que eu achei interessante. Afinal, para bom entendedor meia palavra basta. Nada como um tapa com luva, não é mesmo? Eu gosto de filmes assim, que dizem o que precisa ser dito sem ter que desenhar para o espectador. Sem ter que mostrar os personagens chorando para fazer chorar. In the Valley of Elah mostra a morte de uma crença em um país “perfeito” e em um sistema de fazer as coisas. Mostra a morte de vários “alicerces” da cultura estadunidense, na verdade, entre eles a política, o serviço militar e a família. Só por isso o filme merece ser visto. Ainda que deixe muitos elementos nas entrelinhas.

    Sobre Atonement… realmente não achei tudo isso que você falou. De verdade acho o filme supervalorizado. Não o considero ótimo. Considero muito bem feito, tecnicamente impecável. Mas já sua “essência”, o que ele quer dizer além das aparências… não me tocou, para ser franca. Não achei nada demais a grande reflexão sobre o que é verdade e o que é criação nossa, de que o nosso “passado” é como construímos ele na nossa memória, além de toda a parte de “autor/escritor/personagem”.

    Estou contigo sobre American Gangster… realmente, é um filme excelente.

    No mais, Weliton, quero comentar contigo algo que aproveito para comentar com todos que passam por este blog: na verdade ele é escrito por uma única pessoa, euzinha, Alessandra. hehehehehehehe. Digo isso porque tu comentou sobre o “pessoal deste site” e, outras pessoas, sobre “o bloguero” e etc. Na verdade quem escreve esse monte de baboseira aqui sou apenas eu. hehehehehe

    Mas Weliton, de verdade, adorei teu comentário. E não precisa ser “modesto” ou dar notas “singelas”. Dê a nota que você quiser sem medo. Afinal, estamos aqui para isso mesmo, para opinar, não é mesmo?

    Espero que você volte por aqui várias vezes. E para comentar, principalmente. Obrigadíssimo por teu texto. Um grande abraço!

  12. 20 de fevereiro de 2008 às 0:42

    Olá Felipe!!!

    Que bom que você voltou! Nem preciso dizer que éres muito, mas muito bem-vindo, né?

    Então, como disse no comentário acima, para o Weliton, gostei realmente do Tommy Lee Jones. Para mim, esta é uma das grandes – ou a melhor – interpretação da carreira dele. Merece mesmo ser indicado ao Oscar.

    O sofrimento da mulher dele no filme realmente é algo que faz a situação ainda pior. Ainda mais pelo fato de que ele quer meio que “impedir” que ela participe da investigação sobre o que aconteceu, para “poupá-la”. Mas, claro, ele descobre depois que é impossível conseguir fazer algo assim. A história da mulher que é morta pelo marido realmente é forte e acontece diariamente. Já acompanhei muitas histórias similares. Ainda assim, para ser franca, achei que esta história ficou meio deslocada no filme… concordo que foi para mostrar o tipo de sociedade “podre” e corrompida em que vivemos – e que é “modelo” para todo o mundo. Demonstra ainda mais a perda de valores e de apreço pela vida. Ainda assim, achei meio “colada às pressas” no filme…

    Sobre o “ser” humano… infelizmente as pessoas em geral estão muito amestradas ao consumismo, ao marketing e ao que a sociedade (e suas diferentes instituições e interesses) diz que elas devem fazer e pensar. Poucos conseguem se dar conta na imagem de “cachorro vendo o frango girar” refletida… e se você não consegue se dar conta disso, como fugir do círculo vicioso? Difícil. Por isso que eu defendo tanto a democratização e o livre acesso à cultura e a informação… talvez seja um caminho. Talvez. heheheheheehehe

    Felipe, é um prazer trocar idéias contigo. Volte por aqui sempre, mesmo. Um grande abraço e beijos!

  13. Elizeu Fellipe
    23 de julho de 2008 às 15:21

    Olá pessoal

    Ah agora sim, No vale das Sombras, que em minha opinião deveria ter sido o verdadeiro ganhador do Oscar.
    Filme ótimo, uma trama super bem tramada (heheeheheh), o filme realmente te prende, não fica chato.
    Filmaço recomendo!
    Só acho que a Susan deveria ter feito mais cenas, mas tudo de bom. Tom e Charlize deram conta do recado.

    Às vezes encontrar a verdade é mais fácil do que encará-la.

    abraços

  14. 28 de julho de 2008 às 11:08

    Oi Elizeu!

    Realmente, um ótimo filme! E você viu que eu dei para ele uma nota ligeiramente mais baixa do que aquela que dei para No Country for Old Men, hein? hehehehehehehe

    Também queria ter visto mais a Susan Sarandon em cena, até porque acho ela realmente fantástica – pelo menos na maioria dos filmes. Tanto é assim que cada vez que ela aparece aqui ela rouba a cena.

    Essa frase usada para divulgar o filme também foi muito bem sacada. Acho que resumo um bocado do que a história quer ressaltar.

    Um abraço e até o próximo comentário – agora que eu vi que falta alguns para responder, hehehehehehehehe

  1. 19 de janeiro de 2013 às 21:27

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