The Expendables 3 – Os Mercenários 3


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Algumas vezes tudo o que você quer buscando um filme nos cinema é a diversão. Neste sentido, The Expendables 3 entrega tudo o que o espectador espera. Isso me surpreendeu. Admito que não vi aos dois filmes anteriores da grife, e conhecendo bem o talento interpretativo do líder da trupe, Sylvester Stallone, não me atraía antes assistir a esta produção. Mas gostei do que eu vi. Os atores envolvidos, e a lista de astros é grande, claramente se divertiram muito fazendo este filme. E de quebra, eles divertem os espectadores.

A HISTÓRIA: Um trem blindado percorre o cenário de forma veloz. Ele segue em direção à prisão de Denzal, carregado de homens armados. Mas logo aparece o helicóptero pilotado por Barney Ross (Sylvester Stallone) e carregado de Mercenários. No grupo, Lee Christmas (Jason Statham), Gunner Jensen (Dolph Lundgren) e Toll Road (Randy Coutere). Eles pegam pesado contra o trem blindado para resgatar Doc (Wesley Snipes), que após oito anos desaparecido e mantido como prisioneiro, está sendo levado para a prisão. Os inimigos são derrotados e Doc resgatado, mas logo o grupo deverá enfrentar desafios bem maiores.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a The Expendables 3): Normalmente eu não assistiria a esse filme. Isso porque vocês, caros leitores, devem ter percebido que normalmente eu gosto de filmes mais “humanos”, “filosóficos”, daquele tipo que nos faz aprender algo, seja com a história, seja com nós mesmos ou com aqueles que nos rodeiam. Porque eles nos provocam a reflexão.

Mas a verdade é que eu trabalho em um jornal de Florianópolis e recebi, através da editora do caderno de cultura e variedades, um convite que havia sido mandado para ela ou alguém da editoria. E como ninguém se interessou, e ela sabe que tenho um blog de cinema, me perguntou se eu gostaria. E a resposta foi imediata: sim! Isso porque defendo que todo filme merece ser visto, mesmo se for para você achá-lo ruim, lamentável ou deplorável depois. Houve um tempo em que eu assistia a todos os filmes que entravam em cartaz no cinema, independente do tipo ou qualidade.

Hoje, inclusive por causa deste blog, que me obriga a escrever um texto para cada filme que assisto – como explico na apresentação desta página -, tenho que ser mais seletiva. Bueno, feito esta introdução, devo ser direta como no início deste texto: gostei de ter recebido o convite e de ter assistido a este filme que não faria parte da minha seleção normalmente. The Expendables 3 é um filme direto e que apresenta exatamente tudo aquilo que promete.

Para mim, um filme funciona quando faz exatamente isso. Entrega o que o seu público quer. Quem vai conferir The Expendables 3 conhece bem a capacidade interpretativa de Sylvester Stallone, pai desta trilogia da pancadaria e do tiroteio. Então dá para entender e perdoar toda vez que ele faz um grande esforço para repassar emoção, mas não consegue. Afinal, você já está esperando isso.

O que me surpreendeu, justamente porque não assisti aos dois filmes anteriores, foi o número de grandes nomes envolvidos neste projeto. Além dos tradicionais “mestres” da pancadaria, esta produção tem no elenco o “eternamente-com-cara-de-louco” Mel Gibson, que acho divertido a cada novo filme, e também o astro de alguns dos grandes clássicos do cinema nas últimas décadas e “homem mais sério” Harrison Ford. Eles dão um peso importante para o filme.

A comédia, natural em produções deste gênero nos últimos anos, se apresenta principalmente nas interações entre Stallone e Arnold Schwarzenegger e é concentrada no papel interpretado por Antonio Banderas. Este ator, normalmente envolvido em filmes construídos para ele ser o “amante latino”, surpreende neste filme de ação em um papel verborrágico e cheio de tiração de sarro.

Aliás, esta é uma das características desta produção, junto com as tradicionais cenas de ação. The Expendables 3 é cheio de autorreferências, ironizando outras produções do gênero e a própria expectativa envolvendo os atores veteranos. A fórmula desta terceira parte da trilogia é colocar em oposição os veteranos e uma nova turma, liderada pelo ator Kellan Lutz. Ele, em teoria, é a versão mais nova do personagem de Stallone.

Como o ator que assina a história e o roteiro desta produção não dá ponto sem nó, certamente Stallone está preparando o futuro da grife. Tendo uma turma jovem para encabeçar produções futuras, ele pode “matar” alguns personagens interpretados por seus amigos veteranos na interpretação e, quem sabe, daqui a uns três ou quatro filmes, ele mesmo, Stallone, possa ser morto em combate – deixando o ator responsável apenas pelos roteiros, por exemplo.

O desenrolar da história é super previsível. Ainda assim, há diversas cenas de ação surpreendentes. De tirar o chapéu para os responsáveis pelas coreografias de luta e por toda a equipe envolvida nas explosões e cenas de ação filmadas, além dos efeitos visuais e especiais. Logo cedo o espectador prevê que a nova equipe formada por Barney Ross terá que ser socorrida pelo time antigo, dos veteranos. E mesmo que isso seja evidente, quando o resgate acontece, você não fica decepcionado porque a ação é muito bem planejada.

O embate final entre Barney Ross e Stonebanks (Mel Gibson), antigos parceiros e amigos, só poderia terminar em uma disputa “mano a mano”. O desfecho, novamente, é previsível, mas não havia como esperar nada diferente. Sendo assim, esta produção entrega tudo como “combinado”, trazendo um roteiro com desenrolar conhecido, mas com diversas cenas colecionáveis de perseguição e matança.

De quebra, há momentos verdadeiramente engraçados, muita “gozação” entre os veteranos e um desfile de astros. Dá para perceber que eles estão se divertindo muito ao fazer este filme. E de quebra, eles nos divertem também com uma produção tão despretensiosa. Vale assistir a filmes assim, apenas para relaxar, de tempos em tempos. Aqui não há mensagem ou reflexão alguma, apesar do rápido discurso de que “o governo usa assassinos de aluguel para não parecer um vilão”, ou qualquer coisa do gênero. Esse é o máximo de complexidade que Stallone consegue. O que não é ruim.

NOTA: 9.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Muito falaram sobre uma cópia de The Expendables 3 que teria vazado na internet antes mesmo do filme estrear nos cinemas. Da minha parte, assisti ao filme na telona em uma sessão de pré-estreia, na última quinta-feira. E posso dizer que vale a pena conferir o sonzaço e todos os efeitos especiais e visuais na telona. Após a versão vazar na internet, ouvi alguns comentando que o filme teria tido a bilheteria prejudicada por causa disso. Não acredito. E vou falar o porquê na sequência.

The Expendables 3 teve pré-estreia entre os dias 4 e 11 de agosto nas cidades de Londres, Marbella, Cologne, Paris e Los Angeles. A produção estreou no Líbano no dia 7 de agosto, e no dia 15 nos Estados Unidos. Até ontem, dia 22, o filme tinha arrecadado pouco menos de US$ 22,8 milhões apenas nos Estados Unidos, e mais US$ 21,5 milhões nos demais mercados em que havia estreado. No total, quase US$ 44,3 milhões. Francamente, não acho esses números ruins. O filme deve continuar fazendo bilheteria e chegar, no final, perto dos US$ 80 milhões ou US$ 100 milhões. Acho um bom resultado, levando em conta a fórmula da produção.

Não assisti aos filmes anteriores da grife, mas após sair da sala de cinema, ouvi alguns comentários de quem assistiu a todos esses filmes de que este terceiro é o melhor. Não duvido.

Além dos atores já citados, vale comentar o trabalho de Terry Crews como Caesar, parceiro de Barney Ross e que é atingido de maneira mortal por Stonebanks; Glen Powell como Thorn, o hacker da nova turma de The Expendables; Victor Ortiz como Mars, especialista em armas da nova leva; Ronda Rousey, mulher boa de sopapos e que atua com os anteriores; Kellan Lutz como Smilee, o líder natural da nova turma; Jet Li em quase uma ponta como o apoio de Drummer (Harrison Ford) no momento da ação; e o veterano Robert Davi como Goran Vata, que vai fazer negócios com Stonebanks.

Especialmente engraçada a participação do Schwarze neste filme. Ele aparece quase como a “voz da razão” de Stallone, e muitas vezes brinca com o fato de estar com tédio – como se o protagonista da produção fosse um tanto “mole”, mais que o Schwarze. Engraçado. Mais que a maioria da interpretação exagerada de Banderas – e, por isso mesmo, Stallone acerta ao tirar sarro do ator neste sentido.

Os usuários do site IMDb deram a nota 6,3 para esta produção. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 93 textos negativos e 48 positivos para esta produção, o que lhe garante uma aprovação de apenas 34% e uma nota média 4,9.

Termino por aqui, provisoriamente, os comentários sobre esta produção. Assim que possível, falo de outros aspectos do filme. Abraços e até logo!

CONCLUSÃO: O que esperar de um filme como The Expendables 3? Certamente muitas e variadas cenas de ação, incluindo perseguições, tiroteios sem fim e pancadarias “mano a mano”. Pois bem, esta produção apresenta tudo isso e mais um desfile surpreendente de astros. O roteiro tem diversos momentos de ironia, inclusive autorreferencial, com tiradas relacionadas ao estilo dos atores e de filmes do gênero. Para quem procura este formato de filme, é certeza de diversão e entretenimento. Recomendo.

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