Nightcrawler – O Abutre


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Figuras estranhas andam pelas noites das grandes cidades. Mas nem todas são tão assustadoras quanto o protagonista deste Nightcrawler. E o detalhe mais importante desta constatação é que ele é tão assustador por ser tão humano. Há centenas, talvez milhares de figuras como ele perambulando por aí. Filme bem escrito e bem conduzido, com um ótimo ator encabeçando a trama, Nightcrawler faz pensar em diversas direções. O que não é exatamente comum, mas certamente muito necessário.

A HISTÓRIA: Um outdoor em branco, desocupado, uma lua cheia fantástica no céu e uma cidade iluminada. Diversas cenas desta cidade e uma trilha sonora melancólica ao fundo. Nada demais parece estar acontecendo, e ao conferirmos a placa de Santa Monica, temos certeza que a cidade em foco é Los Angeles. Alguém corta uma cerca, mas para com a aproximação de um carro.

Confrontado por um vigilante (Michael Papajohn), o homem que roubava as cercas de arame, Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) tenta disfarçar e diz que está perdido. O vigilante pede a identidade do invasor, e antes de mostrar o documento, Louis percebe o relógio caro que o interlocutor está usando. Em seguida, ele agride o vigilante. Depois, vende o produto do roubo. Mas é tentando voltar para casa que ele tem a ideia de uma profissão na qual ele poderá se encaixar.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu à Nightcrawler): Há tempos eu admiro o ator Jake Gyllenhaal. Acredito que desde o genial Donnie Darko – que recomendo, caso você não tenha assistido. Sempre que posso, confiro as produções em que ele está envolvido. E novamente, com esta Nightcrawler, ele não me decepcionou.

O protagonista deste filme, e vamos saber isso logo nos primeiros minutos da produção, é um psicopata. Quer dizer, não é logo de cara que sabemos disso. No início, Louis Bloom parece apenas um sujeito que vive de pequenos crimes. E ele também parece desesperado por um emprego e por uma fonte razoavelmente estável de dinheiro. Também percebemos, logo no início, que ele é um sujeito que gosta de estar no controle e que está sempre atento às oportunidades.

O roteiro do diretor Dan Gilroy foi construído para não causar tédio. Desde o início, todas as frases dos diálogos dos atores, todos os gestos deles e todas as cenas de ação tem um propósito e estão perfeitamente encadeadas. Conforme a história vai se desenvolvendo e nos aproximamos mais do protagonista, percebemos todos os ingredientes de um psicopata: Louis é um sujeito que gosta de estar sozinho, absorve informações de todas as partes e tem uma dificuldade crônica de ter um diálogo ou uma relação real com alguém.

Ele repete conceitos e frases feitas que foi aprendendo na internet. E esse é o primeiro acerto desta produção: ela nos faz refletir sobre o perigo que conceitos de gestão, administração, psicologia e outras fontes de certezas podem gerar quando disponíveis livremente para mentes insanas. Isso potencializado pela internet.

Claro que você pode argumentar que esta mesma facilidade existia antes, mas em forma de livros. Verdade. Mas a internet torna o processo ainda mais prático. Qualquer um pode acessar praticamente qualquer informação, conceito, frases feitas e formas de manipular os outros sem sair de casa e com uma sequência de comandos dados por algumas teclas do computador.

O assustador do personagem central deste filme é justamente o quanto há pessoas como Louis por aí. Não apenas psicopatas, mas figuras que apenas reproduzem conceitos sem jamais refletir sobre eles – ou, o que seria o ideal, absorver estes e vários outros conceitos e criar as suas próprias teorias e compreensão dos fatos. Informações boas e até corretas nas mãos de manipuladores são extremamente perigosas.

Além disso, é assustador também o fato de muitas pessoas viverem em busca de seus próprios desejos e o que consideram ser suas necessidades sem se importarem com mais nada ou ninguém. Nem sempre estas pessoas são psicopatas, como o Louis desta produção. Muitas vezes elas são apenas insensíveis e/ou cretinas crônicas. Nightcrawler nos faz pensar sobre isso, sobre figuras com algumas destas características que conhecemos em algum momento da nossa vida.

Depois de comentar isso, inevitável citar a maior crítica desta produção: a imprensa e a fixação de parte dos jornalistas com notícias que possam dar altos índices de audiência. Não conheço profundamente a grade de programação da TV dos Estados Unidos. Por isso, me arrisco a achar que esta produção exagera na crítica. Ainda assim, achei bacana Dan Gilroy fazer esta escolha pelo exagero. No burlesco é que muitas vezes percebemos que o rei está nu.

Sendo jornalista, posso fazer uma autocrítica de que a minha profissão muitas vezes erra na dose, no foco e na mensagem. Vejo sim muitos programas, seja no Brasil, nos Estados Unidos ou em outros países, explorando crimes, violência e sangue. Há mídia impressa além de televisiva que muitas vezes faz isso. A desculpa de quem envereda por estes caminhos é que este tipo de conteúdo é o que o público quer ver. Consequentemente, é o que dá audiência e dinheiro com anunciantes.

Me desculpe quem adota essa teoria, mas acho que o papel do jornalista é servir de instrumento para informações relevantes, interessantes e que prestem serviço para a sociedade. Algumas vezes é possível juntar estes três elementos, outras vezes não. Mas a violência dificilmente se encaixa em um destes tópicos. Ou seja, ela não deveria ser explorada. E se é isso que o público quer ver, faz parte do trabalho do jornalista apresentar outras alternativas de informação inclusive para educar este público. Esta é a minha postura, como cidadã e como profissional da área.

Por isso mesmo, achei especialmente interessante como Nightcrawler questiona esse modelo de comunicação que explora o pior das imagens de atos violentos. O lado mais absurdo do ser humano. O que esse tipo de cobertura está contribuindo para melhorar a vida das pessoas? Interessante que Dan Gilroy coloca o tema no holofote.

Algumas vezes, recentemente e após a morte da Lady Di, questionou-se a atuação dos paparazzi. Mas o que dizer de diversos canais de TV e de outras mídias que recorrem a recursos muito parecidos, alimentando não apenas uma rede de paparazzis, mas especialmente diversos “abutres” que vivem de caçar tragédias para vendê-las para a imprensa depois?

Estes questionamentos levantados pelo filme, assim como pelo menos três grandes sequências da produção – o tiroteio na mansão, a chantagem no restaurante e o desfecho com direito a novo tiroteio e perseguição pelas ruas de Los Angeles -, fazem de Nightcrawler uma produção bem acima da média. Bem escrito, com um mergulho interessante na vida do personagem central e sua busca desenfreada por atingir todas as metas pessoais e comprar tudo o que deseja, este filme é um exemplo de como fazer uma história provocadora, que fomenta o debate e que também prende o espectador com uma boa carga de ação.

Mas para não dizer que Nightcrawler é perfeito, fiquei incomodada com alguns detalhes. Para começar, e espero que isso não pareça contraditório com o que eu disse lá no início, achei que Jake Gyllenhaal não estava tão bem quanto poderia. Não sei, mas algumas vezes achei a interpretação dele exagerada e, em outras ocasiões, senti que estava vendo ele em um dos papéis de Enemy (comentado aqui).

Depois, apesar de terem um propósito, achei que os discursos do protagonista para o ajudante dele, Rick (Riz Ahmed), ficaram um pouco repetidos e algumas sequências poderiam ter sido encurtadas. Nem sempre o filme conseguiu manter o ritmo desejado – teve uma ou duas desaceleradas que poderiam ter sido evitadas. Além disso, infelizmente, parte do desfecho final acaba sendo muito previsível – mais que o desejado. Fora estes detalhes, o filme é ótimo. E há ainda o “pós-final”, aquela cena em que ele discursa para os novos recrutas, que é genial.

NOTA: 9,6.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: A cada ano que passa e a cada boa decisão de papel que toma, Jake Gyllenhaal vai se firmando como um dos melhores nome de sua geração. Sou fã dele, admito e repito. E acho que ele passa por um risco que acomete, inevitavelmente a todo grande ator: o de se repetir. Neste Nightcrawler eu vi ele repetir recursos, caras e bocas que já vimos em filmes anteriores do ator. E isso é ruim. Espero que ele continue diversificando os papéis e nos apresentando algo novo. Do contrário, não ficará tão divertido acompanhá-lo daqui pra frente.

Inicialmente o nome de Dan Gilroy não me pareceu familiar. E, de fato, este é o primeiro filme dirigido por ele. Por outro lado, Nightcrawler é o oitavo roteiro escrito por ele. Gilroy estreou em 1992 com Freejack, que conta com Mick Jagger no elenco. Tenho impressão que eu assisti a esse filme, mas não tenho muitas lembranças da experiência para ter condições de dizer se gostei ou não – ou se, e isso é mais importante, se o filme é bom ou fraquinho.

Depois, ele escreveu o roteiro de Two For The Money, de 2005, com Al Pacino e Matthew McConaughey. Outra vez, tenho impressão que assisti ao filme, mas não tenho certeza. O que nunca é bom, a meu ver, porque se as produções tivessem sido boas e marcantes, eu lembraria melhor delas.🙂 Antes de Nightcrawler, Gilroy escreveu o roteiro de The Bourne Legacy que, infelizmente, não assisti. Então eu não ter arquivo mental sobre ele se justifica. De qualquer maneira, acho que é um nome que vale ser acompanhado – até para sabermos se o próximo projeto vai seguir a qualidade desta estreia dele na direção ou se não.

O grande destaque desta produção é o ator Jake Gyllenhaal. Mais do que o talento do ator, pelo fato do roteiro de Dan Gilroy estar centrado no protagonista. Mas há outros nomes interessantes e que tem uma participação importante no filme. Inevitável não citar o retorno interessante e calculadamente decadente dos veteranos Bill Paxton como Joe Loder, um cinegrafista independente e que tem um bom tempo de estrada como “abutre” e que acaba, em uma noite de trabalho, inspirando a nova profissão de Louis Bloom; e Rene Russo como Nina Romina, a produtora de TV que acaba dependendo do trabalho de Bloom para segurar a própria carreira. Russo, em especial, chega a assustar… a idade, de fato, chega para todos. Mais cedo ou mais tarde – isso vai depender de uso de filtro solar, camadas de maquiagem e outros fatores.

Além dos veteranos citados acima, vale comentar a participação do ótimo Riz Ahmed como Rick, o sujeito sem eira nem beira que acaba servindo de ajudante e cúmplice do protagonista. O ator é, sem dúvida, a revelação do filme. Ele está bem em todas as cenas e interpreta de forma perfeita o tipo de personagem planejado por Gilroy. Um ator a ser acompanhado, pois. Aparecem em cena ainda Kevin Rahm como Frank Kruse, chefe de redação e colega de Nina Romina que fica pasmo com o mergulho da profissional cada vez mais no mundo antiético do “tudo pela audiência”; Ann Cusack como Linda; Kiff VandenHeuvel como o editor da televisão que compra os vídeos de Louis; e os atores Michael Hyatt e Price Carson como os detetives Fronteiri e Lieberman, respectivamente.

O filme conseguiu também amealhar alguns nomes da TV dos Estados Unidos. Faz parte da programação televisiva e aparecem interpretando a eles mesmos Kent Shocknek, Pat Harvey, Sharon Tay, Rick Garcia e Bill Seward. Interessante a participação deles no filme.

Da parte técnica da produção, destaco o ótimo trabalho de edição de John Gilroy; a trilha sonora marcante e que ajuda muito na produção do veterano James Newton Howard; e a direção de fotografia de Robert Elswit, que tem o desafio de manter a qualidade em um filme bastante rodado à noite.

Nightcrawler estrou no Festival Internacional de Cinema de Toronto no dia 5 de setembro. Depois, o filme participaria ainda de 14 festivais e eventos de cinema. Nesta trajetória a produção abocanhou cinco prêmios e foi indicado a outros 14, incluindo o Globo de Ouro de Melhor Ator – Drama para Jake Gyllenhaal. Entre os prêmios que recebeu, destaque para ter entrado como uma das 11 produções da lista “Filme do Ano” do respeitado Prêmio AFI; por ter entrado também na lista das 10 melhores produções de 2014 da National Board of Review; e pelo prêmio de excelente atuação por trás das câmeras para Dan Gilroy conferido pela Sociedade de Críticos de Cinema de Phoenix.

Nessa fase pré-Oscar é interessante estar de olho nas escolhas da AFI e da National Board of Review sobre os melhores filmes do ano porque, afinal, muitos deles devem aparecer na lista da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. A saber: a lista da AFI cita, além de Nightcrawler, os filmes American Sniper (do genial Clint Eastwood – já estou louca para ver!), Birdman (do excelente Alejandro González Iñarritu, de quem sou fã também), Boyhood, Foxcatcher, The Imitation Game, Interstellar, Into the Woods, Selma, Unbroken (dirigido por Angelina Jolie e com roteiro dos irmãos Coen) e Whiplash. Na lista da NBR, além de American Sniper, Birdman, Boyhood, The Imitation Game, Nightcrawler e Unbroken, aparecem Fury, Gone Girl (dirigido pelo ótimo David Fincher), Inherent Vice (do meu ídolo Paul Thomas Anderson) e The Lego Movie. Filmes que parecem ótimos e que correm um grande risco de estarem no próximo Oscar.

Esta produção, como a história mesma sugere, foi totalmente rodada em Los Angeles – tanto as cenas externas quanto as internas.

Nightcrawler teria custado cerca de US$ 8,5 milhões e faturado, apenas na semana de estreia nos Estados Unidos, cerca de US$ 10,9 milhões. De acordo com o site Box Office Mojo, a produção teria conseguido, até hoje, dia 21 de dezembro, pouco mais de US$ 31,5 milhões nas bilheterias americanas. Nada mal, pois. Pelo contrário. O filme já conseguiu um bom lucro e tende a acumular ainda mais conforme os prêmios forem aparecendo.

Agora, algumas curiosidades sobre a produção: Jake Gyllenhaal emagreceu 20 quilos para o papel. Essa foi uma sugestão do próprio ator, que pensou no personagem como um “coiote com fome”. Ou seja, magro e sedento. Interessante. Também curioso que na cena em que Louis se descontrola, após perder a história da queda do avião, Gyllenhaal de fato embarcou no personagem e quebrou o espelho, cortando a mão e tendo que ir para o hospital levar alguns pontos.

O ator Riz Ahmend se preparou para o papel neste filme acompanhando “nightcrawlers reais” de Los Angeles, ou seja, presenciando de perto como os cinegrafistas independentes fazem o seu trabalho nas ruas da cidade. Ou seja, de fato existem figuras que ganham a vida desta forma. Assustador.

Rene Russo é a esposa do diretor Dan Gilroy. Essa é para quem curte carrões: o carro vermelho que Gyllenhaal dirige no filme é um Dodge Challenger.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,1 para esta produção. Levando em conta o padrão do site, esta é uma ótima avaliação. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 182 avaliações positivas e apenas 10 negativas para o filme, o que lhe garante uma aprovação de 95% e uma nota média de 8,2. Ambas fantásticas.

CONCLUSÃO: Filme de psicopatas, talvez você já tenha visto alguns. Mas um filme que foca em um sujeito sem culpa e que não gosta de pessoas – ele mesmo admite isso lá pelas tantas em Nightcrawler – e que ainda mergulhar em algumas das realidades mais chocantes do nosso tempo, não é tão comum. Esta produção não apenas trata de um psicopata, mas também mostra como parte da população está entregue a uma curiosidade mórbida por crimes e tragédias que apenas alimenta mais o lado sombrio do mundo e da nossa realidade.

Também faz refletir sobre o perigo que é tornar as informações públicas e acessíveis a qualquer pessoa pela internet. Frases feitas e de impacto podem ser usados nos contextos mais diversos e pelas pessoas mais equivocadas. Baita história que não apenas provoca o espectador a repensar alguns conceitos, mas também mantém o ritmo adequado, sem entediar aqueles que já viram filmes com psicopatas e/ou que analisam a mídia. Com algumas cenas que vão voltar à memória do espectador tempos depois da produção, tem tudo para virar um filme cult com o passar do tempo. E cá entre nós, de forma merecida.

PALPITES PARA O OSCAR 2015: Difícil avaliar as chances de um filme como Nightcrawler na maior premiação do cinema dos Estados Unidos no próximo ano. Isso porque um filme como esse, há 10 anos, não chegaria entre os finalistas. Mas a renovação pela qual a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood passou nos últimos anos muda este cenário.

O Oscar está muito mais ousado agora. Filmes diferentes que antes nunca chegariam lá agora estão sendo indicados. Sendo assim, olhando apenas para a história da premiação, eu diria que Nightcrawler não seria indicado ou, no máximo, chegaria na categoria Melhor Ator para Jake Gyllenhaal. Mas, como os tempos mudaram, não seria uma total surpresa se esta produção fosse indicada também como Melhor Roteiro Original e, o que seria um pouco mais difícil, aparecesse na lista de Melhor Filme – levando em conta que este ano podemos ter, novamente, 10 indicados nesta categoria.

Da minha parte, acho que Nightcrawler até pode ter uma ou três indicações, mas dificilmente levará alguma estatueta para casa. Não que ele não mereça, especialmente Gyllenhaal, mas acho que esta produção foge demais do perfil da Academia. Veremos.

  1. 5 de janeiro de 2015 às 18:13

    Ale, de acordo com o próprio Jake em entrevista aqui: http://youtu.be/52JsBTM0Wbs parece que ele também compartilha essa teoria de que a tragédia seria realmente o que as pessoas querem ver. Talvez não QUEREM , mas não rejeitam de forma alguma. Ele mesmo dá um exemplo interessante na entrevista. Ele também destaca que além de alguma sociopatia claramente evidente no personagem nada mais é do que um produto de uma nova sociedade em formação, que tem tudo a ver com internet e sucesso. Ele é um produto dessa mutação de sociedade que estamos vivendo. Parece um ser criado para não buscar culpa e sim resultado. Ele também cita em que animal se inspirou para fazer o personagem. Obrigado por compartilhar por aqui mais uma grande crítica de mais um grande filme. Abraços!

  2. 5 de janeiro de 2015 às 18:16

    ops..esqueci de citar que você também comenta em sua crítica sobre o coiote. Bjo

  3. Otto
    28 de janeiro de 2015 às 9:17

    Critica ótima, mas tente ser mais resumida, percebi que gosta muito de escrever, porquê o texto fica cansativo e por vezes repetitivo. No geral, concordo com tudo o que postou, pra mim esse filme foi uma imensa surpresa, e também gosto muito dos trabalhos do Jake, um ator que assim como sua irmã, procura mesclar filmes tradiconais com filmes indie

  1. 15 de janeiro de 2015 às 13:13

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