Steve Jobs


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Um personagem de relevância histórica é sempre difícil de retratar em apenas um filme. Basta lembrar de grandes lideranças políticas ou de grandes artistas e os filmes que tentaram contar a suas histórias ou parte delas para ter isto claro. Mas algumas produções conseguem se dar melhor que outras nesta tarefa. Steve Jobs é um destes filmes que fica no meio do caminho. Ele tem qualidades, mas deixa bastante a desejar – especialmente se você conhece um pouco sobre a história do personagem retratado. Francamente, depois de assisti-lo, fico surpresa com as indicações que recebeu para o Oscar. Para mim, não passa de um filme razoável.

A HISTÓRIA: Começa com aquele vídeo histórico com a entrevista que um jornalista da rede ABC fez com o escritor Arthur C. Clarke, de 2001: A Space Odyssey. O jornalista apresenta para o escritor o seu filho Jonathan, comentando que ele será um adulto – a entrevista acontece em 1974 – no ano que o autor projetou em seu livro, e pergunta como será o mundo em 2001. Clarke prevê que todos terão um computador e que as pessoas terão mais liberdade e autonomia por causa disso. Corta.

Passamos para 1984, em Cupertino, na Califórnia, quando Steve Jobs (Michael Fassbender) se prepara para lançar o Macintosh para uma grande e sedenta plateia. Nos bastidores ele discute com Andy Hertzfeld (Michael Stuhlbarg) porque o computador não conseguirá responder “olá” durante a apresentação. A partir deste momento conhecemos mais sobre a personalidade e a vida do homem que transformara a Apple e o consumo de tecnologia no muno.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Steve Jobs): Honestamente, se não fosse pelo Oscar, eu não teria assistido a Steve Jobs. Digo isso porque, como comentei lá no início, sempre acho complicado um filme de duas horas ou pouco mais apresentar um recorte interessante de um personagem histórico interessante e controverso, como é o caso do ícone da informática em questão.

Enfrentei a missão por causa do meu desafio pessoal de assistir ao máximo de filmes que estão concorrendo ao Oscar. Além disso, admito, tinha curiosidade de ver o desempenho de Michael Fassbender e Kate Winslet nesta produção. Afinal, os dois estão sendo volta e meio lembrados em premiações como duas das melhores interpretações de 2015. Não sou uma fanática por Steve Jobs, daquelas que sabe tudo sobre a vida dele. Mas já li um bocado, vi alguns de seus vídeos disponíveis no YouTube – de apresentações de produtos, como o lançamento do iPod e do iPhone, até entrevistas com ele – e, por isso, sei que ele não era um gênio sem problemas.

Muito pelo contrário. Steve Jobs era um visionário com pés, canelas e pernas de barro. Talvez por isso ele chame tanto a atenção. Faz parte da atratividade dele, evidentemente, também ele ter ajudado a mudar uma indústria e a empresa que ele ajudou a fundar e recuperar fazer parte da vida de milhões de pessoas no mundo inteiro. Tivemos vários outros gênios na história da humanidade, muitos deles muito maiores que Steve Jobs – que tal falar de Copérnico, Galileu Galilei, Da Vinci, Darwin e Einstein, só para citar alguns dos óbvios?

Todos viveram em uma época em que não era possível utilizar a mídia global a seu favor e nem promover grandes eventos para o lançamento de suas últimas “descobertas”. Também havia uma capacidade de documentação e registro muito, mas muito menor do que aquela vivida por Steve Jobs. A favor dele, além de uma bela capacidade de persuasão e de convencimento da mídia – falando bem ou mal dele, mas normalmente bem -, havia o fato de tudo poder ser gravado, documentado, transmitido e propagado para milhões como nunca antes na história.

Steve Jobs, o filme, faz um recorte bem pequeno da trajetória de Steve Jobs. O filme vai do lançamento do Macintosh, em 1984, passando pela saída traumática dele da Apple até o retorno do executivo para a companhia para o lançamento do iMac em 1998. Inicialmente, acho estranho contar de forma linear e tão limitada a vida de um personagem como este, tendo a possibilidade de utilizar outros recursos, como flashbacks para contar fatos importantes do passado – esse recurso até é utilizado, mas pouco e de forma muito pontual – e um roteiro e uma edição mais elaborada para contar uma parte maior da vida de Jobs.

Agora, entendo a escolha do roteirista Aaron Sorkin e do diretor Danny Boyle de centrar este filme apenas no período entre 1984 e 1998. Com esta escolha eles tentam resumir este personagem complexo e conturbado em um conceito: um homem brilhante, um tanto cruel, obcecado pelo trabalho e pelos detalhes, frio com a maioria das pessoas mas capaz de mostrar também algum sentimento e, principalmente, obcecado pela Apple e por fazer uma desforra contra todos aqueles que foram contra ele e/ou não entenderam a sua genialidade antes.

O problema é que esta é apenas uma parte da história de Jobs. Verdade que ele era tudo isso, mas ele era também um sujeito muito preocupado com o design e com o “estado de arte” da tecnologia. Ele poderia ser um pouco egocêntrico, mas ele não queria só ser o centro das atenções e retomar o posto que havia perdido na Apple. Ele queria, de fato, comprovar a própria teoria de que as pessoas poderiam ter bons equipamentos, úteis para as suas vidas e que ajudariam a revolucionar o mundo – como previu o Arthur C. Clarke que aparece no vídeo que abre o filme.

Entendo que Sorkin e Boyle escolheram o período citado por mostrar que este gênio da informática teve dois “fracassos” importantes antes de conseguir o primeiro sucesso. Isto é algo fundamental para as pessoas que atuam na área e para a cultura dos Estados Unidos.

Lá, diferente do Brasil, se aceita e até se estimula que um empreender tente e erre antes de simplesmente não tentar. Os fracassos fazem parte do processo. Neste sentido, Steve Jobs acerta ao mostrar como o protagonista desta história se deu mal com o lançamento do Macintosh e, depois, com o lançamento do Cubo da NeXT antes de ter sucesso comercial pela primeira vez.

Mas aí, justamente aí, está um dos grandes problemas deste filme. Algo que me incomodou quando saímos do lançamento do Cubo para “viajarmos” direto no tempo para o lançamento do iMac em 1998. Quem leu a obra de Walter Isaacson, no qual o roteiro de Sorkin teria se baseado ou, como eu, ao menos leu alguns trechos deste livro, sabe que há um capítulo importante neste período temporal de Jobs que fez toda a diferença para a vida dele e para esta história.

Esse capítulo tem a ver com a compra da Pixar por Jobs em 1986. Tudo o que ele fez no estúdio simplesmente é ignorado pelo filme de Sorkin/Boyle. Achei lamentável. Até porque não era difícil falar a respeito – mesmo que a intenção dos realizadores era mostrar sempre os bastidores e momentos de “tensão” que antecederam a algumas de suas famosas apresentações de novos produtos. Além disso, me pareceu exagerada a força que o roteiro fez para mostrar a relação (ou falta dela, em muitos momentos) de Jobs com a filha Lisa (Makenzie Moss quando ela tinha cinco anos, Ripley Sobo quando ela tinha nove e a brasileira Perla Haney-Jardine quando ela tinha 19 anos).

Neste filme percebemos muito o lado perfeccionista e cruel de Steve Jobs, seja no trato dele com a equipe com a qual ele trabalhava e que eram subordinados dele, seja na forma com que ele lidava com a ex-namorada Chrisann Brennan (Katherine Waterston) ou com Lisa. Parece que Sorkin fez questão de mostrar bastante da relação de Jobs com Lisa, em especial, para tentar “humanizá-lo”. Como se o robô fosse, pouco a pouco, se tornando humano. Sabemos que Jobs, de fato, foi com o tempo suavizando um pouco o trato, mas a verdade é que ele nunca deixou de ser perfeccionista e um tanto “babaca” com as demais pessoas.

Isso acontece com muitos de nós, diga-se de passagem. Somos mais diretos, afoitos e temos muita pressa para conquistar o que queremos quando somos muito jovens. Com o tempo, a maturidade nos ensina a desacelerar e a relaxar. Inevitável que isso tivesse acontecido com Jobs. Mas esta reflexão não aparece tanto no filme quanto desejado. Também achei estranho tantas discussões ao estilo “lavar a roupa suja” do protagonista com John Sculley (Jeff Daniels) e Steve Wozniak (Seth Rogen) enquanto o roteiro ignora a Pixar e os outros relacionamentos que Jobs teve na vida – apenas em um breve momento o roteiro cita Joan Baez, mas é só.

Toda obra, e os filmes estão incluídos nesta categoria, defende uma ideia. Isso acontece em Steve Jobs também. Mas a ideia que o filme defende é deficitária. Este é o problema. Esta produção é muito menor do que poderia ser. Verdade que ela tem o mérito, ao menos, de não endeusar Jobs. Menos mal. Ele tinha diversos pecados e falhas, como tantos outros gênios antes e depois dele – mas sem tanta documentação a respeito, volto a ressaltar.

O filme mostra parte delas, mas ignora muitas de suas qualidades – apenas algumas são enfocadas na história. Na maior parte do tempo ele parece apenas um grande babaca obcecado pelo trabalho e por apresentações de produtos perfeitas e que não sabia lidar com as pessoas, nem amar a filha, nem reconhecer os colegas que tinham feito os produtos que ele apresentava com tanta soberba. E ainda que ele fosse um pouco disso, certamente ele era mais do que este retrato imperfeito.

Também senti falta de algo importante no filme: um pouco mais sobre a história por trás dos três aparatos destacados nas apresentações de Jobs. Afinal, como surgiram as “viradas de chave” do Macintosh, do Cube da NeXT e do iMac? Em que pontos Jobs foi decisivo e em que pontos outras pessoas foram determinantes? Claro, alguém pode argumentar, que Sorkin não poderia ter se aprofundado na personalidade de Jobs ao mesmo tempo em que detalhava cada uma destas inovações. Mas acho que ele não precisava nem ir tanto ao céu e nem ir tanto a Terra.

Sorkin poderia perfeitamente ter encurtado as várias discussões entre o protagonista e Wozniak ou de Jobs com Sculley e ter colocado um pouco mais de dinâmica e edição em contar um pouco dos bastidores dos laboratórios e não apenas da “coxia” das apresentações dos produtos. Na verdade, achei o filme bem devagar, em muitos momentos, com um ritmo lento demais e sem a necessária profundidade narrativa ou do personagem central.

Alguns momentos da história também me pareceram forçados para arrancar algum “sentimento” do espectador – especialmente na reta final envolvendo a personagem de Joanna Hoffman (Kate Winslet) e a de Lisa em relação a Jobs. Vi uma forçada de barra desnecessária ali. E quanto às interpretações… Fassbender e Winslet estão bem. O filme é centrado bastante nos dois. Mas não vi em nenhum deles uma interpreta digna do Oscar. E mesmo eles terem sido indicados achei um pouco de bondade da Academia. Se eu votasse, não teria colocado eles lá.

NOTA: 7 6,8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Gosto muito do diretor Danny Boyle. Ele está na lista dos diretores que eu gosto sempre de acompanhar. Por isso mesmo achei este Steve Jobs um ponto fora da curva da filmografia dele. Para mim, um de seus filmes mais fracos e, sem dúvida alguma, menos ousados. Claro que ele faz um bom trabalho, como não poderia deixar de ser. Boyle acompanha de perto os atores principais, especialmente Fassbender e Winslet. Acerta ao mostrar os comentários da imprensa após cada lançamento fracassado, dando um certo “contexto histórico” – ainda que limitado – para a história. Mas, cá entre nós, nada inovador.

O roteirista Aaron Sorkin realmente é um dos “queridinhos de Hollywood”. Só isso poderia explicar ele ganhando o Globo de Ouro de Melhor Roteiro por este filme. Para mim o roteiro de Steve Jobs é um dos pontos fracos da produção. E deveria ser exigido que constasse, em alguma parte, que o roteiro é “levemente” baseado no livro de Walter Isaacson.

Porque o livro homônimo dele sim trata Jobs de maneira muito mais ampla e justa, contando a história completa deste personagem, todas as suas nuances, crises, carreira e vida pessoal. Muito diferente do filme. Além disso, me parece um crime Steve Jobs ganhar o Globo de Ouro concorrendo com Room (comentado aqui), Spotlight (com crítica neste link) e mesmo The Big Short (crítica por aqui). Qualquer um destes três tem um roteiro muito, mas muito melhor que Steve Jobs.

Eu até simpatizo com o ator Seth Rogen mas, francamente, acho que um ator mais “de peso” e, talvez, mais velho, deveria ter encarnado Steve Wozniak. Faria mais sentido.

Como comentei antes, o filme é bastante centrado na interpretação de Michael Fassbender e de Kate Winslet. Até porque boa parte da história é feita sobre a interação dos dois. Ambos estão bem, mas nada extraordinário. Cite já alguns coadjuvantes de renome, como Jeff Daniels, Seth Rogen e Michael Stuhlbarg. Os três estão bem, mas algo esperado de atores deste nível – novamente, nada demais. Do elenco de apoio, gostei em especial da interpretação de Katherine Waterston como Chrisann Brennan e da carioca Perla Haney-Jardine como a filha de Jobs quando ela tinha 19 anos. Não lembro de ter visto Haney-Jardine em cena antes. Acho que ela tem carisma e promete. Pode estourar em breve – se tiver boas oportunidades para isso. É alguém interessante para ser acompanhada.

Além desse povo, aparece um pouco mais em cena, entre os coadjuvantes, John Ortiz como o jornalista Joel Pforzheimer.

Da parte técnica do filme, achei interessante o visual conferido em cada momento da história. Mérito do diretor Danny Boyle e, principalmente, das escolhas do diretor de fotografia Alwin H. Küchler. Boa também a edição de Elliot Graham. A trilha sonora de Daniel Pemberton aparece pouco, até porque o filme tem na verborragia dos diálogos de Jobs um de seus elementos centrais, dando pouco espaço para uma trilha sonora. Os demais elementos, como direção de arte, design de produção, decoração de set e figurinos são bem feitos, mas nada a destacar.

Steve Jobs estreou em setembro no Festival de Cinema de Telluride. Depois, o filme participaria ainda de outros seis festivais e mostras de cinema pelo mundo. Nesta trajetória o filme acumulou 12 prêmios e foi indicado a outros 83, incluindo duas indicações ao Oscar. Entre os prêmios que recebeu, destaque para os de Melhor Roteiro e de Melhor Atriz Coadjuvante no Globo de Ouro; e para nove prêmios de Melhor Ator para Michael Fassbender.

Este filme teria custado US$ 30 milhões e faturado, nos Estados Unidos, até o dia 10 de dezembro, quase US$ 17,8 milhões. Nos outros mercados em que ele estreou ele faturou quase US$ 11,2 milhões. Ou seja, no total, ele ainda não conseguiu cobrir nem os gastos com as filmagens – e há ainda outros custos para cobrir. Em resumo, talvez ele não consiga se pagar. Cá entre nós, não me surpreende. O filme realmente não é digno de uma boa propaganda boca a boca. Ele está muito aquém do personagem que tenta retratar.

Steve Jobs foi totalmente rodado nos Estados Unidos, em locais como Berkeley, Cupertino, San Francisco (no War Memorial Opera House e no Davies Symphony Hall) e em Palo Alto.

Agora, algumas curiosidades sobre o filme. Para marcar bem a passagem de tempo, Steve Jobs foi filmado com equipamentos diferentes para cada momento da história. Na primeira parte, em 1984, o filme foi rodado em 16 mm; a segunda parte, em 1988, em 35 mm, e a última, em 1998, em digital.

Michael Fassbender chegou a dizer que o ator Christian Bale deveria ter feito o papel de Jobs. E esta produção, inicialmente, ia ser rodada por David Fincher. Mas a Sony resolveu não aceitar as exigências dele – como pagamento de US$ 10 milhões e controle criativo total sobre a produção – e, por isso, o filme ficou com Danny Boyle. Quando o diretor assumiu o projeto, Jobs foi oferecido para Leonardo DiCaprio, que não topou, e depois para Bale, que também recusou.

O cofundador da Apple Steve Wozniak teria trabalhado como consultor do filme. Por isso, talvez, o personagem dele aparece duas vezes basicamente discursando o mesmo.😉

Algo curioso: DiCaprio não aceitou fazer Steve Jobs para poder, no lugar, embarcar em The Revenant. E é bem possível que ele ganhe o Oscar por causa desta decisão. Cá entre nós, comparando os filmes e roteiros, sem dúvida alguma ele acertou na aposta.

Inicialmente Aaron Sorkin queria Tom Cruise para interpretar Jobs. Sério?

Agora, mais razões para não gostar do roteiro de Sorkin. O que motivou, inclusive, que eu abaixasse um pouco mais a nota. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Algumas cenas “cruciais” da produção nunca aconteceram na vida real. Por exemplo, aquela em que Lisa faz um desenho no Macintosh. Outra que nunca aconteceu foi a “reconciliação” entre John Sculley e Jobs e a maioria dos argumentos utilizados por Steve Wozniak com Jobs, além da sequência final entre Jobs e a filha (esta, na verdade, ao menos para mim, já estava na cara que tinha sido forçada).

Busquei no livro de Isaacson essa parte sobre a paternidade de Lisa Brennan. O livro é claro sobre como tudo aconteceu e explica que Jobs simplesmente decidiu ignorar que ele era pai da menina. É como se ele pudesse “escolher” entre ser pai ou não e ter optado pela segunda opção – mesmo sendo óbvio que Lisa era a sua filha. No livro, comenta-se, que ele fez isso porque tinha outros planos para a sua vida – como fazer a carreira que ele fez. Ou seja, um belo de um babaca e covarde.

O computador que ele lançou com o nome de Lisa era, de fato, uma homenagem para a filha que ele negava até então. Outra verdade é que inventaram um acrônimo que não significava nada para tentar “esconder” a homenagem para a menina. Em outro momento do livro Isaacson comenta que quando Lisa ficou maior, ela e o pai viviam uma relação de altos e baixos. Os dois eram temperamentais e tinham dificuldade de pedir desculpas. Chegaram a ficar mais de um ano sem se falarem.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,5 para esta produção. Uma boa avaliação, levando em conta o padrão do site. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 198 críticas positivas e 34 negativas para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 85% e uma nota média de 7,6. Este é um dos raros casos em que eu não consigo ter uma visão tão positiva quanto o resto do público e da crítica – vocês sabem que eu costumo ser bondosa.😉

Este filme é uma coprodução dos Estados Unidos com o Reino Unido.

CONCLUSÃO: Há alguns anos eu ganhei o livro Steve Jobs, de Walter Isaacson, de presente. Até hoje não li a obra inteira, apenas trechos aqui e ali. Mas por atuar como jornalista e cobrar as áreas de economia e tecnologia, impossível não ter lido, nestes anos todos, tantas histórias e partes sobre a vida e a obra de Jobs. Por isso mesmo achei este filme bastante menor do que ele poderia ser. Verdade que a história acerta ao mostrar dois grandes fracassos do ícone da tecnologia antes dele começar a acertar e iniciar o processo que tornaria a Apple a empresa mais valiosa do mundo.

Mas fora isso, muito da personalidade e da história do retratado fica de fora – e detalhe, com “esquecimentos” importantes no período retratado. As interpretações dos atores principais são boas e coerentes, mas nada demais. Em resumo, um filme apenas mediano. Se tiveres outra opção para assistir e que tem a tendência de ser melhor, recomendo passar para uma segunda opção.

PALPITES PARA O OSCAR 2016: Steve Jobs acabou sendo indicado em apenas duas categorias do prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Ele disputa como Melhor Ator para Michael Fassbender e como Melhor Atriz Coadjuvante para Kate Winslet. Francamente? Se for feita a justiça, ele não levará em nenhuma destas duas categorias.

Sem dúvida alguma Leonardo DiCaprio e Eddie Redmayne estão melhores e The Revenant e The Danish Girl (comentado aqui), respectivamente. E o mesmo pode ser dito de Matt Damon por seu trabalho em The Martian (com crítica neste link). Então, só em Melhor Ator, temos três nomes mais fortes que Fassbender na disputa. Se ele ganhasse, para mim, seria a maior zebra da noite.

O mesmo posso dizer da categoria Melhor Atriz Coadjuvante. Alicia Vikander, para mim, é o nome do ano. Ela merece levar o Oscar. Mas se ela não levar, prefiro Rooney Mara em Carol (com crítica neste link) do que Winslet em Steve Jobs. Nada contra os atores, quero deixar claro, mas para mim há uma diferença grande de performance entre eles. Sendo assim, não será nenhuma surpresa se Steve Jobs não ganhar nada no Oscar deste ano.

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  1. 23 de janeiro de 2016 às 21:38
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