Inside Out – Divertida Mente


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Logo depois de nascer, começamos a sentir. Há um choque importante de realidade quando saímos da barriga da nossa mãe. Depois daquele instante e durante a vida inteira, até o último minuto, vamos sentir. Especialmente os sentimentos primários, mas também outros que vão se tornando complexos – ou seriam apenas os primários mais “amadurecidos”? Não importa. É sobre sentimentos e sobre o passar do tempo que Inside Out trata. Algo surpreendente para um desenho animado, não é mesmo? Mas esse filme é genial justamente por isso, por tratar de forma tão divertida questões tão fundamentais e ao mesmo tempo complexas.

A HISTÓRIA: Começa com uma declaração: “Você já olhou para uma pessoa e pensou o que se passava na cabeça dela?”. Ela diz que sabe, pelo menos na cabeça da Riley (voz de Kaitlyn Dias). Vemos a imagem da pequena Riley, pouco depois de ter nascido, abrindo os olhos pela primeira vez e vendo aos pais dela. Daí surge a Alegria/Joy (voz de Amy Poehler), que vê tudo maravilhada e aperta um botão no cérebro da menina. Ao fazer isso, Riley sorri e surge a primeira memória feliz da menina.

A Alegria fala do momento incrível, em que existia apenas ela e Riley. Até que surge a Tristeza/Sadness (voz de Phyllis Smith). Conforme a menina foi tendo experiências e crescendo, a “sala de comando” no cérebro recebeu outros personagens: o Medo/Fear (voz de Bill Hader), a Raiva/Anger (voz de Lewis Black) e o Nojo/Disgust (voz de Mindy Kaling). Esse filme conta sobre a relação deles e de Riley conforme o tempo vai passando.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Inside Out): Quando esse filme estreou nos cinemas acompanhei, com aquela distância saudável, o burburinho das pessoas sobre como ele seria genial. Ainda assim, perdi o momento de assisti-lo no cinema. Agora, como ele virou o favorito para ganhar o Oscar de Melhor Filme de Animação, resolvi conferir o filme. E fiquei deliciada com o que eu vi.

Admito que achei brilhante o começo do filme. A forma com que o roteiro de Pete Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley, baseado na história original de Docter e de Ronnie Del Carmen, contam a relação entre os sentimentos essenciais e as interações entre as “pessoas reais” da família de Riley. Simplesmente fascinante não apenas a relação entre os sentimentos e a forma com que eles se manifestam nos personagens, mas também a forma com que o filme trata o tempo.

Achei lindo e achei brilhante. A narrativa é incrível, pelo menos até que a Alegria e a Tristeza mergulham em uma aventura dentro do cérebro após abandonarem a “sala de comando” atrás das memórias fundamentais (ou memórias-base) da protagonista. Fascinante como os diretores Pete Docter e Ronnie Del Carmen contam essa história, equilibrando os conceitos das emoções e da relação delas com o indivíduo, a memória, o sonho e tudo o mais que compõe essa complexa realidade da nossa mente.

Muito criativa a forma com que Inside Out trata não apenas a forma com que reagimos às situações conforme estamos “dominados” e/ou com certas emoções no comando, mas também como as memórias marcantes para a gente acabam se transformando em nossas “ilhas” da personalidade. No caso da protagonista desta animação os fatos que aconteceram em sua vida até os 11 anos a levaram a ter ilhas da família, do hockey, da honestidade e da amizade.

Essas ilhas são os elementos fundamentais para qualquer um de nós. São os elementos que achamos importantes e que são alimentados durante a nossa vida. Mas conforme os sentimentos influenciam nas nossas memórias mais importantes e nestas “ilhas de personalidade”, tudo pode mudar. O que era visto como algo sólido e permanente pode mudar e desmoronar.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Em certo momento, quando a Raiva, o Medo e o Nojo ficam perplexos com o sumiço da Alegria e da Tristeza, Riley fica sem reação, como que perplexa. Depois, em outra situação, a sala de comando vai perdendo a capacidade de influenciar a menina porque ela está começando a “não sentir nada”. Quantas vezes, especialmente quando ficamos mais velhos, tem situações que parecem nos fazer “não sentir nada”? Nestas horas os elementos importantes da nossa personalidade parecem mesmo desligados.

Há muitos momentos grandes nesse filme. Como quando vemos as emoções da mãe (com voz de Diane Lane) e do pai (voz de Kyle MacLachlan) de Riley. Esse momento, em especial, me fez pensar. Como vocês devem ter notado, normalmente na cabeça de Riley quem está no centro da mesa de comando e tenta influenciar aos demais é a Alegria. No caso da mãe da menina quem faz esse papel é a Tristeza e, no caso do pai da protagonista, a Raiva. Isso não quer dizer que eles façam tudo, mas fica evidente a figura central de cada uma destas emoções para cada um dos personagens.

Ora, isso faz pensar. Quando somos crianças e até uma certa parte da nossa vida parece mesmo que a Alegria está no comando. Quando deixamos que outros sentimentos tomem o protagonismo da nossa vida? Quando a Raiva, a Tristeza ou o Nojo assumem o centro da mesa de comando e passam a influenciar aos demais? Pessoalmente eu fiquei pensando qual destes sentimentos primários estão no centro da sala de comando do meu cérebro. Parece bobagem, mas não é. 😉 E você, que sentimento está no comando do teu dia a dia?

Os filmes de animação são, em sua essência, entretenimento. Por isso mesmo é de aplaudir um filme do gênero que permita reflexões como essa. Maravilhoso. Outro requinte interessante deste filme é mostrar como as emoções tem, elas próprias, características de identidade muito definidas. Há várias cenas engraçadas no filme por causa disso, mas destaco, em especial, aquela em que a Tristeza está tão triste que ela não quer nem caminhar e a Alegria começa a puxá-la pela perna. hahahahahaha. Muito bom!

Enfim, esse filme tem diferentes sequências geniais, muito criativas e inteligentes. Mas para não dizer que o filme é perfeito, acho que ele perde muito o ritmo naquela sequência quase interminável da Alegria e da Tristeza tentando voltar para a sala de comando. O filme, que talvez estivesse “filosófico” demais para o gosto do grande público que os produtores queriam alcançar, acaba apostando muitas fichas no estilo aventura/ação para entreter o público. Daí entra em cena o antigo amigo imaginário de Riley, o personagem Bing Bong (com voz de Richard Kind).

Claro que a imersão dentro do cérebro da protagonista rende momentos interessante, como o ambiente do pensamento abstrato e a Terra da Imaginação. Mas há diversas sequências que poderiam ter sido resumidas e o caminho de retorno das duas emoções básicas para a sala de comando também poderia ter sido um pouco acelerado. No lugar daqueles caminhos quase intermináveis com Bing Bong, a Alegria e a Tristeza, poderíamos ter acompanhado mais da vida real de Riley com as suas emoções restritas.

Dá para entender a escolha dos produtores, mas acho que algumas sequências realmente não ajudaram tanto o ritmo da história quanto outras poderiam ter feito em seu lugar. Por outro lado, algumas sequências com Bing Bong servem para ajudar a dar “a moral da história”. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Por exemplo, quando o personagem está lamentando que jogaram fora o foguete que ele queria usar para levar Riley até o espaço e a Tristeza chega para consolá-lo. Neste momento a Alegria começa a perceber que a Tristeza pode ter uma função importante.

Ainda que as emoções acreditem que para Riley ser feliz ela precisa da Alegria, a verdade é que todos os sentimentos tem a sua importância. Muitas vezes é uma reação provocada pela Raiva, pelo Medo, pela Tristeza ou pelo Nojo que pode levar não apenas à sobrevivência da pessoa, mas também abrir espaço para a Alegria. Neste sentido, interessante também com os sentimentos dos adultos, aparentemente, amadureceram junto com eles. A análise se tornou mais complexa, assim como os comandos que eles tem à disposição.

Finalmente, é engraçado ver como os sentimentos de Riley acreditam que o pior já passou quando ela supera a mudança de cidade e todos os desafios que surgem a partir daí – novos amigos, escola diferente, falta inicial de hockey, pais muito ocupados e um pouco ausentes, etc. Quando tudo é superado, eles pensam: “Ela tem 12 anos, o que mais pode acontecer?”. Os sentimentos não sabem, assim como Riley, que os acontecimentos complexos mal começaram. Mas a forma com que esse filme tratou o assunto é apaixonante e de tirar o chapéu.

NOTA: 9,8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Achei esse filme divertido, sensível e inteligente na mesma medida. Ele tem um olhar bacana sobre a vida, as relações, nossas escolhas e sentimentos. Inside Out é uma forma bacana e lúdica de encarar o cérebro e o que acontece ali dentro. Uma bela sacada dos dos diretores e criadores da história original Pete Docter e Ronnie Del Carmen. Uma história realmente original.

Da parte técnica do filme, sem dúvida tem destaque o trabalho de edição de Kevin Nolting, o design de produção de Ralph Eggleston, o departamento de arte de Kevin Dart, os efeitos visuais criados por 48 profissionais e, claro, a essência do filme que é o trabalho do departamento de animação com o número impressionante de 269 profissionais envolvidos. Uau!

Achei a trilha sonora de Michael Giacchino boa, mas nada muito além do normal. Nada que mereça ser destacado. De qualquer forma, ao menos para mim, foi bom ver um filme de animação que não tivesse algum “momento para a música emocionante que será cantada por algum personagem principal”. Essa tem sido praticamente a regra dos filmes do gênero e gostei por Inside Out não ter utilizado este recurso. Só para variar. Isso é bom.

Inside Out estreou no Festival de Cinema de Cannes em maio de 2015 e, depois, ele passaria ainda por outros cinco festivais e um fórum de cinema. Nesta trajetória o filme recebeu 51 prêmios e foi indicado a outros 84, incluindo indicações em duas categorias do Oscar 2016. Entre os prêmios que recebeu destaque para o Globo de Ouro de Melhor Filme de Animação; para o prêmio de Melhor Filme de Animação e por ter aparecido na lista dos Filmes Top do ano segundo a National Board of Review; e outros 33 prêmios como Melhor Filme de Animação. Ele também foi escolhido como um dos 10 melhores filmes do ano pelo Prêmio AFI.

Esta produção teria custado US$ 175 milhões, aproximadamente, e faturado, apenas nos cinemas dos Estados Unidos, pouco mais de US$ 356,5 milhões até dezembro de 2015. Nos outros mercados em que o filme estreou ele fez outros US$ 500,35 milhões. No total, até o momento, o filme teria feito US$ 856,8 milhões. Nada mal, hein? Sem dúvida alguma ele deu lucro e fez a alegria dos produtores. 😉 Um grande sucesso de público e de crítica, pois.

Ainda que tenha sido coproduzido pela Disney, este filme foi totalmente feito nos Estúdios de Animação da Pixar na Califórnia.

Agora, algumas curiosidades sobre o filme. Os roteiristas consideraram até 27 emoções diferentes mas, no final das contas, resolveram ficar com cinco para tornar a produção menos complicada. Algumas das principais emoções que acabaram sendo cortadas incluíam Surpresa, Orgulho e Confiança.

Segundo Pete Docter cada emoção foi baseada em uma forma. Alegria foi inspirada na forma de uma estrela, a Tristeza em uma lágrima, a Raiva em um tijolo de fogo, o Medo em um nervo exposto e o Nojo no brócolis. Ainda que o diretor jura que gosta bastante de brócolis. 😉

Psicólogos e outros especialistas foram consultados para que o roteiro do filme pudesse ser feito o mais próximo possível da realidade científica. Um exemplo disso é que realmente se acredita que as memórias de curto prazo feitas durante o dia são convertidas em memórias de longo prazo à noite, durante o sono, o que acontece no filme a respeito de Riley.

Inside Out recebeu uma ovação com oito minutos de aplausos na estreia no Festival de Cinema de Cannes.

O desenhista de produção Ralph Eggleston trabalhou durante cinco anos e meio neste filme. Foi o tempo mais longo que ele dedicou para uma produção – ele considerou também o processo mais difícil de sua carreira.

A inspiração de Pete Docter para Inside Out veio da própria observação dele do crescimento turbulento de sua filha. Inicialmente ele e Ronnie Del Carmen pensaram na Alegria se unindo com o Medo naquela viagem pelo interior do cérebro, mas depois que Docter fez uma caminhada e teve alguns pensamentos tristes, temendo perder o emprego e os amigos, ele percebeu que a Alegria deveria caminhar com a Tristeza para perceber que estaria tudo bem se algumas vezes a Tristeza tomasse conta das situações. Bacana.

O namorado imaginário de Riley está baseado na boy band britânica One Direction – segundo Pete Docter a filha dele, que inspirou a protagonista, era fã da banda.

Na versão norte-americana do filme – que foi a que eu acabei assistindo – o pai de Riley está pensando em cenas de uma partida de hockey, enquanto na versão do filme para o mercado internacional ele está pensando em uma partida de futebol. Um tema que volta e meia aparece no filme é a ojeriza de Riley por brócolis. Pois bem, na versão japonesa da produção ela não suporta pimentas verdes.

Na versão hebraica do filme o personagem de Bing Bong aponta para as letras de Perigo na entrada da sala do Pensamento Abstrato movendo o dedo da direita para a esquerda que é a forma com que o hebraico é escrito.

Em uma cena da Dream Productions, estúdio que produz os sonhos da protagonista, a diretora pede para que seja colocado o “filtro de distorção da realidade”. Para quem assistiu a Steve Jobs (comentado aqui) ou leu o livro homônimo sabe que esta é uma referência a Steve Jobs que, por um bom tempo, foi fundamental para a Pixar.

Aquela cena do jantar, em que a mãe de Riley tenta chamar a atenção do marido veio da própria experiência pessoal de Pete Docter.

Originalmente Riley teria um cachorro e um irmão mais novo, mas depois os realizadores decidiram retirar os dois de cena para dar mais destaque para a protagonista e para ela parecer mais vulnerável.

A cena em que os dois guardas do subconsciente ficam discutindo de quem é o chapéu um do outro é uma referência para a troca de chapéu entre os personagens de Vladimir e Estragon na peça Esperando Godot de Samuel Beckett.

Existem uns quadrinhos britânicos chamados The Beano e que são publicados desde os anos 1960 que tem os The Numskulls como personagens que vivem dentro de “pessoas reais” e que comandam tanto as funções emocionais quanto mecânicas destas pessoas. Depois que Inside Out foi lançado saiu uma HQ em que os The Numskulls assistem e criticam o filme dentro da pessoa em que eles estão.

Este é o terceiro filme de Pete Docter para a Pixar. Ele dirigiu, antes, Monsters, Inc., de 2001, e Up, de 2009 (com crítica neste link). Por outro lado, Inside Out marca a estreia na direção de Ronnie Del Carmen.

O filme teria o mesmo conceito da produção feita para a TV Herman’s Head, de 1991.

No início as memórias de Riley tem apenas uma cor, porque em cada uma predomina apenas uma emoção. Depois, perto do final, essas memórias tem cores misturadas, o que revela a maturidade nos sentimentos dela e a passagem da protagonista da infância para a adolescência. Interessante. Não tinha pensado sobre isso até ler esse comentário dos produtores.

O diretor Pete Docter coleciona nada menos que sete indicações ao Oscar e uma estatueta dourada por Up, produção dirigida por ele e que ganhou como Melhor Filme de Animação em 2010. Além dos três longas dirigidos por ele e já citados, ele tem no currículo como diretor os curtas Winter (1988), Palm Springs (1989), Next Door (1990), o curta em vídeo Mike’s New Car (2002) e o segmento do Oscar sobre o filme Up lançado em 2010. No roteiro ele tem como um dos criadores das histórias originais de Toy Story, Toy Story 2, Wall-E e de Toy Story 4 (este último em pré-produção). Ele também assinou o roteiro do curta Party Central. Um sujeito brilhante.

O filipino Ronnie Del Carmen estreou nos longas com este filme. Antes ele dirigiu dois episódios da série de TV Freakazoid! e o curta em vídeo Dug’s Special Mission.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,3 para Inside Out, uma bela avaliação levando em conta o padrão do site. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 296 críticas positivas e cinco críticas negativas para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 98% e uma nota média 9 – uma avaliação impressionante, especialmente se levarmos em conta a quantidade de críticas que este filme recebeu.

Inside Out é uma produção 100% dos Estados Unidos, por isso ela entra na lista dos filmes que atendem a uma votação aqui no blog que pedia críticas de produções daquele país.

CONCLUSÃO: Um filme brilhante no início e que depois dá uma desacelerada na condução da trama importante. No lugar de dar mais espaço para o enredo um tanto psicológico, um tanto filosófico, a Disney e a Pixar resolveram ceder para o “gosto” do público mais geral e colocar um bocado de “aventura” e de ação na trama. O filme não estraga quando entramos nas diferentes partes do cérebro mas, claramente, ele perde força. Ainda assim, fiquei fascinada pelo roteiro.

Além de instigante, ele realmente faz rir em alguns momentos e também faz pensar. O que mais você pode querer de um filme de animação? Uma grande e grata surpresa, apesar de já ter ouvido todo o burburinho elogioso causado pelo filme quando ele estreou. Não ser contaminada pelos elogios e conseguir realmente apreciar o filme só demonstra a qualidade de Inside Out.

PALPITES PARA O OSCAR 2016: Ele é o franco favorito para levar a estatueta de Melhor Filme de Animação nesta premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Por isso mesmo preferi assistir a ele antes do que ao filme O Menino e o Mundo, primeiro longa de animação brasileiro a concorrer a um Oscar. Além de concorrer como Melhor Filme de Animação, Inside Out também concorre na categoria de Melhor Roteiro Original.

Quis assistir ao favorito Inside Out para, quando assistir na sequência ao brasileiro, eu poder avaliar com mais propriedade cada um deles. Até o momento, assisti apenas a Inside Out e a Shaun the Sheep Movie (comentado aqui) entre os concorrentes. E não tenho dúvida em dizer que o filme dirigido por Pete Docter e Ronnie Del Carmen merece ganhar. Não que Shaun the Sheep Movie não seja bom e divertido, mas sem dúvida alguma Inside Out tem como diferencial uma história realmente instigante e inovadora.

Bem dirigido e bem escrito ele só peca, para o meu gosto, no momento em que decide apostar mais na ação do que em aprofundar a história que ele vinha contando. Não é perfeito, mas chega perto. Realmente, com tantas qualidades e ainda com dois grandes estúdios por trás – Disney e Pixar -, sem contar o grande capital envolvido, vejo muita dificuldade para o independente O Menino e o Mundo ganhar a batalha com Inside Out. Ainda preciso ver ao filme brasileiro mas, desde já, me parece que se Inside Out levar a estatueta não terá sido injusto. Belo filme.

Esta produção também concorre, como comentei acima, em Melhor Roteiro Original. Não assisti ainda a Ex Machina e Straight Outta Compton, que também concorrem nesta categoria, mas vi a Spotlight (comentado aqui) e a Bridge of Spies (com crítica neste link). Esse último, para mim, não tem chance nenhuma. Para o meu gosto, ainda que o roteiro de Inside Out seja bacana e original, ele não ganha na disputa com Spotlight. Até porque acho que Spotlight corre um sério risco de ganhar como Melhor Filme e, sem dúvida, como Melhor Roteiro Original. Acho que Inside Out corre um pouco por fora nesta categoria.

  1. 13 de fevereiro de 2016 às 21:20

    Adorei o filme também. Ele é sensível, falando coisas complexas com uma simplicidade invejável. É do quilate de Big Hero, um favorito meu por tratar doenças mentais como doenças, não como chiliques. Só não é brilhante como Wall-E, mas a Pixar está no caminho. Se a Disney deixar, claro.

  2. 14 de fevereiro de 2016 às 11:48

    Esse filme é incrível, de uma doçura sem tamanho… e ao mesmo tempo,tão inteligente!! Eu adorei!

  1. 13 de fevereiro de 2016 às 20:22
  2. 14 de fevereiro de 2016 às 14:30
  3. 23 de fevereiro de 2016 às 23:49

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