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Ex Machina – Ex_Machina: Instinto Artificial


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Desde que o homem se imagina sendo Deus pensamos como será quando as máquinas pensarem por si mesmas. Quando elas tiverem o controle. Antes veio 2001: A Space Odyssey e Blade Runner, divisores de água neste sentido. E agora vem se juntar a eles este Ex Machina. Provocador em outro sentido, menos sombrio mas com uma boas surpresas no caminho, este filme é mais uma produção acertada que o Oscar selecionou para estar entre os seus indicados neste ano.

A HISTÓRIA: Em uma empresa em que todos estão conectados, Caleb (Domhnall Gleeson) recebe a mensagem de que ele foi sorteado com o primeior prêmio. Na sequência ele manda uma mensagem para Andy T avisando que ele ganhou o prêmio. O amigo pede para ir junto com ele e, na sequência, várias pessoas cumprimentam Caleb pela conquista. Corta.

Um helicóptero rasga uma área de montanhas geladas. Caleb pergunta quando eles vão chegar na propriedade de seu chefe, Nathan (Oscar Isaac). O piloto ri e diz que eles já estão sobrevoando a propriedade há duas horas. Caleb desce e tem que andar até a casa de Nathan, com alta segurança. Lá ele vai conhecer Ava (Alicia Vikander), o mais recente experimento de Nathan e a consolidação de uma AI (Inteligência Artificial da sigla em inglês) humanoide pra valer.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Ex Machina): Não é uma tarefa exatamente simples fazer um filme de AI (Inteligência Artificial). Especialmente porque já temos ótimos filmes do gênero, inclusive os super clássicos 2001 e Blade Runner já citados. Apesar disso, Ex Machina assumiu este desafio e consegue um bom resultado com o que ele se propôs a fazer.

Ex Machina tem alguns diferenciais importantes em relação aos filmes anteriores. Ele acerta em apostar em um viés mais psicológico e conceitual, além de acrescentar algumas colheradas de apelo sexual na história. O caráter psicológico marcou 2001 e uma pitada de provocação sexual podemos encontrar em Blade Runner, mas sem dúvida alguma Ex Machina explora mais estes dois pontos – nos outros filmes há outras questões importantes em cena.

Mesmo não sendo muito inovador, Ex Machina introduz o tema dos “riscos” que a AI pode trazer para quem se arriscar a ser Deus para uma nova geração. Entendo porque muitos espectadores sem as referências anteriores devem ter ficado maravilhados com esse filme. Mas quem já assistiu aos clássicos, certamente, terá outra impressão. Menos eufórica e mais embasada. Ainda assim, preciso admitir, esse filme tem mais acertos que erros.

Para começar, gostei da atmosfera criada pelo diretor e roteirista Alex Garland. O clima de suspense começa a ser criado logo no início, especialmente na chegada do protagonista na “terra prometida” do seu chefe e ídolo. Todo aquele excesso de segurança, claro, esconde algo sinistro. Inicialmente Garland vende, acertadamente para o desenrolar da história, a ideia que aquele aparato todo é porque o empresário Nathan é um grande desconfiado.

Rico, famoso, ele está se preservando de problemas – como sequestros – e, principalmente, de ter os seus avanços tecnológicos “vazados”. Como pede a regra do bom cinema, o roteiro de Ex Machina vai crescendo com o tempo. Nos primeiros dias do teste que Caleb aplica em Ava o “gelo” vai sendo quebrado e a interação mais íntima entre os dois começa a ganhar corpo. Em paralelo, temos a perda de energia estranha do local – não demora muito para o espectador desconfiar sobre a fonte daqueles acontecimentos.

A conversa entre Caleb e Ava segue o roteiro esperado, até que ela larga algumas frases bem estranhas quando mais um blecaute acontece – neste momento as gravações e o monitoramento feito por Nathan acabam sendo interrompidos. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). A quebra da previsibilidade na conversa de Caleb e Ava é muito bem feita mas, cá entre nós, é difícil de acreditar que um cara tão controlador e metódico quanto Nathan aceitaria ficar tanto tempo sem ouvir tudo que os dois falavam, ou não?

Neurótico pela segurança e pelo próprio experimento, sem dúvida alguma Nathan não aceitaria facilmente ficar no “blecaute” tantas vezes. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). No final, na última pequena reviravolta do roteiro, Nathan comenta que instalou um sistema para registrar tudo independente dos blecautes. Só não fez muito sentido ele demorar tanto para fazer isso. Claro, para o roteiro de Garland foi importante isso acontecer apenas no final, mas é difícil acreditar que Nathan realmente daria tanta bobeira durante vários dias.

Depois das dicas de Ava, Caleb começa a observar tudo com uma dupla atenção. Em certo momento ele percebe que Nathan realmente tem um comportamento estranho. Na verdade, para o espectador um pouco mais atento, essa desconfiança está presente desde o início. Afinal, quem está sempre mergulhado em bebida tem que estar enfrentando algum problema sério, ou não? O problema pode ser transitório ou mais grave. A resposta para esta dúvida o espectador terá com o tempo – ao lado de Caleb.

Pouco a pouco o tom sinistro vai ganhando espaço e Caleb nos guia pela mente de Nathan. Afinal, tudo gira em torno do anfitrião do programador e criador de Ava. Mas a pessoa que dá um baile em todo mundo é a ciborgue – como manda o figurino do gênero, aliás. Até aí, nenhuma inovação. Os maiores acertos do filme estão mesmo no jogo psicológico entre os personagens – Nathan, Caleb e Ava – e na atuação provocativa de Alicia Vikander.

A atratividade da personagem, cuidadosamente planejada por Nathan, é um elemento provocador importante para a história. Finalizando os ganhos do filme, vale comentar a forma com que ele segue uma nova linha de produções que mostram as mulheres dando a volta por cima.

Vimos isso antes de forma marcante com Mad Max: Fury Road (comentado aqui). Depois veio Carol (com crítica neste link), Room (uma das grandes surpresas do Oscar, comentado aqui), Mustang (comentado neste link) e, agora, Ex Machina. Várias produções apostam as suas fichas na “libertação” feminina. Uma onda positiva que, esperamos, não seja apenas “modinha”. Ex Machina vem nesta levada sendo provocativo, sexy, psicológico e com a pitada adequada de suspense e esquisitice.

NOTA: 9.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Diversos elementos contribuem para este filme funcionar bem. Sem dúvida alguma uma das qualidades é o roteiro de Alex Garland que, descontados os pequenos erros, tem o ritmo adequado e as pequenas viradas de direção nos momentos certos. A direção dele também é bem competente, sempre próxima dos atores e da ação, distanciando-se apenas nos momentos em que isso interessa para a história.

Da parte técnica do filme, sem dúvida alguma os grandes destaques são o design de produção de Mark Didby; a direção de arte de Katrina Mackay e Denis Schnegg; a decoração de set de Michelle Day; o departamento de arte com 43 profissionais; o departamento de efeitos especiais com 11 profissionais e os efeitos visuais envolvendo nada menos que 148 profissionais. Destes filmes que empregaram muita gente nos bastidores e que exigiu muito trabalho além das câmeras.

Apesar de ser um bom roteiro, três pontos me incomodaram nesta produção. Vejamos. (SPOILER – não leia se você não viu o filme). Para começar, aquele ponto que citei na crítica: dificilmente o genial e um tanto neurótico por segurança e controle Nathan deixaria de ouvir as conversas durante os blecautes entre Caleb e Ava por tantos dias. Depois, segundo Caleb, ele havia invertido a lógica da segurança da casa quando os blecautes aconteciam. Quando Ava sai do local, aparentemente, a casa passa por novo blecaute. Segundo Caleb, naquele momento, as portas não deveriam todas abrir? Neste caso ele poderia sair do local tranquilamente. O terceiro ponto é a falha temporal da história. Quando Caleb e Nathan estão conversando, na cozinha, o dono da casa comenta que Caleb irá embora no dia seguinte às 8h. Aparentemente, logo depois, Nathan mostra que estava ouvindo as conversas entre Caleb e Ava mesmo nos blecautes, e toda a sequência seguinte se desenrola. Mas quando Ava sai da casa ainda é dia e ela logo vai pegar o helicóptero… é como se toda essa ação tivesse acontecido muito cedo na manhã da saída de Caleb. Mas não é isso que o roteiro nos apresenta. Teríamos dois dias diferentes para acompanhar – desde a fala de Caleb e Nathan e até a “manhã seguinte” em que Ava escapa. Ou seja, uma bela falha temporal na história. Descuido do roteirista.

Outros aspectos técnicos que valem ser citados é a trilha sonora de Geoff Barrow e Ben Salisbury; a direção de fotografia de Rob Hardy e a edição de Mark Day.

Como protagonista deste filme Domhnall Gleeson mostra, mais uma vez, que é um ator a quem devemos estar atentos. Ele sempre se sai bem em seus papéis e, parece, está em rota crescente de boas produções. O mesmo se pode dizer de Alicia Vikander que, ao que tudo indicada, deve levar o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante este ano por The Danish Girl (com crítica neste link). São dois jovens talentos em ascensão e que merecem ser acompanhados. Normalmente o ator Oscar Isaac não me chama muito a atenção. Mas admito que neste filme ele está muito bem. Possivelmente é o melhor filme que eu vi dele até agora.

Além dos atores citados, vale comentar o bom trabalho de Sonoya Mizuno como Kyoko. Ela literalmente faz um papel mudo, mas tem bastante expressão e momentos feitos para ela se destacar.

Ex Machina estreou em janeiro de 2015 no Reino Unido, na Coreia do Sul, na Irlanda e na Suécia. No final daquele mês ele participou do primeiro festival, o de Göteborg. Depois o filme participaria, ainda, de outros cinco festivais. Em sua trajetória o filme acumulou 51 prêmios e foi indicado a outros 114 – um número impressionante. Entre as indicações estão duas para o Oscar 2016.

Esta é uma produção que teria custado US$ 15 milhões e faturado, apenas nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 25,4 milhões. No restante dos mercados em que o filme já estreou ele fez outros US$ 11,4 milhões. Ou seja, tem conseguido se pagar.

Boa parte de Ex Machina foi rodado na Noruega, mas houve cenas também rodadas no Reino Unido, nas cidades de Londres e Buckinghamshire.

Entre os prêmios que recebeu, destaque para os de Melhor Filme Independente Britânico, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhores Efeitos Visuais no British Independent Film Awards; e a escolha dele para figura na lista dos 10 melhores filmes independentes do ano pelo National Board of Review.

Agora, algumas curiosidades sobre a produção. Na visão do diretor Alex Garland o futuro de Ex Machina está a apenas “10 minutos” de distância da realidade que temos agora. “Se alguém como o Google ou a Apple anunciar amanhã que eles tinham feito a Ava, todos ficariam surpreendidos, mas eu não ficaria tão surpreso”, comentou.

O título é um derivado da expressão “Deus Ex-Machina”, que significa “um Deus para a máquina”, uma frase que tem origem nas tragédias gregas. Segundo a história original um ator interpretando Deus desceria por uma plataforma (a máquina) para resolver os problemas dos personagens, o que resultaria em um final feliz para todos.

Não comentei antes, mas o filme acerta em fazer diversas referências interessantes, que vão de Pollock até Robert Oppenheimer e o seu livro Prometheus Americano. A fala de Nathan pouco antes de dormir bêbado é um trecho de Gita que foi citado por Oppenheimer antes dos testes com explosivos que ele estava fazendo falhou.

Os três personagens principais deste filme tem os seus nomes inspirados em personagens da Bíblia – nada mais apropriado para um filme que trata dos riscos do homem querer tornar-se Deus. Ava é, claramente, uma alusão à Eva; Nathan era um profeta do tempo de Davi; e Caleb foi um emissário de Moisés para avaliar a Terra Prometida.

Outras referências interessantes no filme são um retrato de Margaret Stonborough-Wittgenstein pintada pelo artista Gustav Klimt no quarto de Nathan – Margaret era irmã de Ludwig Wittgenstein, autor de The Blue Book, mesmo nome do motor de busca criado por Nathan segundo a história de Ex Machina; e uma pintura de Ticiano que aparece do lado esquerdo na parede cheia de post-its de Nathan – a obra intitulada A Alegoria da Prudência tem três cabeças em três animais que podem ser interpretados pelos conceitos de memória, inteligência e perspicácia.

Este filme marca a estreia na direção de longas de Alex Garland. Sem dúvida nenhuma uma grande estreia!

Ex Machina seria uma releitura moderna da última peça de William Shakespeare, A Tempestade, na qual existe um “mestre mágico” no domínio da situação, a sua bela pseudo-filha que nunca havia conhecido outro homem além do “pai” e um homem jovem que acaba sendo ferido por ela.

Durante o filme as cores verde, vermelha e azul são valorizadas – o verde na floresta e nas plantas; o vermelho nos blecautes e o azul no teclado do sistema de segurança, por exemplo. Esta é uma referência para o padrão RGB utilizado para exibir imagens nos sistemas eletrônicos.

Agora, hora das curiosidades com SPOILER (não leia… bem, você já sabe). No final do filme aparece Sessão 7 – Ava, ainda que Caleb não esteja mais administrando o Teste de Turing e que Nathan seja morto. Essa parte dá a entender que no fim das contas quem estava aplicando o teste nos dois era Ava. Em certo momento Nathan provoco Caleb a pensar em uma cena da Jornada nas Estrelas. De fato Ex Machina se parece muito com Star Trek: Requiem for Methuselah, de 1969, episódio em que um gênio inventor cria um androide feminino e coloca o capitão Kirk como catalisador de uma experiência para descobrir se a androide poderia amar. Tanto o episódio de Star Trek quanto Ex Machina tem cenas em que aparecem vários robôs parcialmente inativos.

Quando está apenas como máquina, Ava não pisca. Ela só dá as primeiras piscadas quando veste a pele de outra androide e, com isso, termina de “construir-se” como mulher.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,7 para esta produção, enquanto os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 206 críticas positivas e apenas 17 negativas para o filme, o que lhe garante uma aprovação de 92% e uma nota média 8.

Esta é uma produção 100% do Reino Unido.

Apesar de ter sido bem elogiado e bastante premiado, Ex Machina foi praticamente ignorado no Globo de Ouro 2016. Praticamente, eu digo, porque ele acabou rendendo uma indicação a Melhor Atriz Coadjuvante para Alicia Vikander – ela perdeu para Kate Winslet. Menos mal que o Oscar fez mais jus ao filme e o indicou em duas categorias.

CONCLUSÃO: Um filme competente em sua proposta. A história vai crescendo conforme mergulhamos junto com o protagonista na relação com Eva. Há um par de quase-reviravoltas na história, e isso faz Ex Machina cair no gosto de quem gosta de ser surpreendido. E ainda que este seja um filme que caminha ao lado de outras produções que contam uma certa “revolução feminina”, ele não apresenta, realmente, um grande avanço no gênero. Apesar de ser competente, ele não tem o impacto para o público atual que antes os clássicos da Inteligência Artificial – os já citados 2001 e Blade Runner – tiveram para os seus públicos. É bom, vale ser conferido, mas não é genial.

PALPITES PARA O OSCAR 2016: Ex Machina está concorrendo em duas categorias do maior prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood que será entregue na noite deste próximo domingo, dia 28 de fevereiro. O filme concorre como Melhor Roteiro Original e como Melhores Efeitos Visuais. Sem dúvida alguma merecidas as duas indicações, ainda que eu tenha algumas ressalvas quanto à primeira indicação. Se bem que, devemos admitir, este ano está mais fraco em termos de Roteiro Original.

Ex Machina tem boas sacadas no roteiro, como eu comentei na crítica acima. Mas ele não consegue ir tão além no subgênero da AI a ponto de reinventar a roda. Ou seja, Ex Machina até ajuda a refrescar os filmes de inteligência artificial, ganha pontos na escolha de um texto mais psicológico e com provocação sexual, mas não chega a deixar o espectador maravilhado. Ainda assim, é bem conduzido e tem as surpresas desejadas no roteiro. Sendo assim, merece chegar entre os cinco finalistas em Melhor Roteiro Original.

Sobre ganhar… francamente prefiro o roteiro de Spotlight (comentado por aqui). E sobre originalidade, acho que até Inside Out (com crítica neste link) é mais original que Ex Machina – levando em conta os filmes anteriores dos dois gêneros. Sendo assim, acho que ele não deve levar esta estatueta – eu consideraria um pouco de zebra se isso acontecesse. Acredito que Spotlight será premiado nesta categoria.

Analisando a outra categoria, Melhores Efeitos Visuais, Ex Machina também mereceu a indicação. Não assisti a Star Wars: The Force Awakens, mas há outros três grandes concorrentes na disputa: The Martian (com crítica por aqui), The Revenant (comentado neste link) e, principalmente, Mad Max: Fury Road. Francamente, na maior parte das quedas-de-braço entre Star Wars: The Force Awakens e Mad Max: Fury Road eu acredito que dará o segundo. Neste caso, desconfio, Mad Max vai faturar. Um segundo possível vencedor seja The Martian – o filme merecia, mais que os outros quatro.

Para resumir, em Melhores Efeitos Visuais Mad Max: Fury Road é o grande favorito, mas The Martian pode faturar. Ex Machina ganharia apenas se tiver bom lobby e para não sair de mãos vazias – o que eu acho ser o resultado mais provável.

  1. Denis
    10 de março de 2016 às 10:23

    Olá Alessandra! Belíssimo trabalho!

    Gostaria de adicionar que no filme “Ela” (Her) também existem abordagens paralelas ou complementares para quem é fã do gênero (já que você citou 2001, Blade Runner e afins).

    Quanto à aparente falha de lógica, do Nathan ser tão desconfiado mas não captar que as falhas de energia poderiam ser uma forma de rebelião, penso que de fato podemos pensar numa falha de roteiro, porém ao fim das contas Nathan é humano e poderia ter incorrido numa má (ou tardia) avaliação. Em muitos filmes onde aparece a frase “BASEADO EM FATOS REAIS”, como você sabe melhor que eu, as falhas de raciocínio da história acabam sendo “desculpadas” justamente em razão das idiossincracias humanas🙂

    Eva é de fato o nome anglicizado do nome hebraico da primeira mulher, cuja pronuncia é “Hava” (“h” aspirado) contudo essa é uma outra longa estória…🙂 até porque em Genesis 3:20 é dito que foi chamada Hava por ser a mãe de toda a vida, contudo a palavra Hava segundo vários estudiosos é um derivativo da palavra Hayah … e tome mais de 2000 anos de discussão🙂

    Grande abraço!

  1. 24 de fevereiro de 2016 às 0:05

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