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Everybody Wants Some!! – Jovens, Loucos e Mais Rebeldes


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Um mergulho vigoroso no ambiente universitário dos Estados Unidos no início dos anos 1980. Para quem viveu aquela época, o déjà-vu será inevitável em diversos pontos. Ainda assim, o ambiente universitário americano com o foco em um time de beisebol cheio de testosterona focado em festas, mulheres e algo de esporte certamente é diferente do que nós vivenciamos no Brasil. Por isso mesmo Everybody Wants Some!! ajuda a explicar um pouco dos Estados Unidos, os seus valores e costumes além de resgatar uma era que segue tendo reflexos até hoje naquele país e em diversas latitudes.

A HISTÓRIA: Jake (Blake Jenner) dirige o seu carro com placas do Texas no qual transporta a mudança para a nova cidade. Na bagagem, alguma roupas, uma aparelho de som e muitos discos. Ele chega na cidade e logo observa as belas garotas que, como ele, estão se mudando ou apenas circulando pelas ruas antes das aulas começarem. A história começa no dia 18 de agosto de 1980, três dias e algumas horas antes do ano da faculdade começar. Jake chega na casa onde vai morar, olha tudo ao redor e cumprimenta o esquisitão Jay Niles (Juston Street). Logo ao entrar na casa, Jake vê uma instalação improvisada de água, dá uma olhada na geladeira e vê que há algum problema no andar de cima. Logo ele conhece os demais moradores da casa e seus novos colegas do time de beisebol.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Everybody Wants Some!!): Algo sem dúvida é preciso ser dito sobre este filme: ainda que ele não tenha uma grande história ou roteiro, ele se mostra um belo mergulho em uma época e em um estilo de vida. Para quem viveu os anos 1980 – ou parte dele, como é o meu caso -, impossível não gostar do resgate que Everybody Wants Some!! faz daquela época.

O filme é detalhista no resgate dos anos 1980. Impressionante a caracterização dos personagens e dos ambientes. O diretor e roteirista Richard Linklater apresenta um trabalho incrível de resgate daquela época, com o mérito de nos levar a diferentes ambientes do cenário universitário americano dos anos 1980. A história, basicamente, mostra a preocupação de um grupo de rapazes antes das aulas começarem. O roteiro se debruça em um período limitado e bem definido: a chegada de Jake na cidade e as experiências que ele e o grupo do qual ele começa a fazer parte tem nos três dias antes das aulas começarem.

A escolha de Linklater é interessante. Ele mostra o grupo solto, aproveitando ao máximo o tempo das aulas começarem, mas interrompe a história exatamente quando a “seriedade” começa. Muitos podem ficar frustrados com a escolha do realizador, até porque fica impossível não torcer pelo novo casal Jake e Beverly (Zoey Deutch). O jovem casal é sugerido no início do filme, mas só se forma realmente perto do final. Mas eu achei interessante a escolha do diretor porque a sequência do “ano letivo” seria, certamente, uma repetição do que vimos antes: aquele grupo de jogadores de beisebol interessados em ganhar no esporte e em transar com o máximo de garotas possível.

Para conseguir o segundo objetivo, eles vivem pensando na próxima festa. Começamos em alto estilo, em uma danceteria com “dance music” e com a extensão da festa na casa dos rapazes. Apesar do técnico deles, Gordan (Jonathan Breck) ter deixado claro que o grupo não poderia beber na casa e nem levar garotas para o segundo andar da residência, estas duas regras são rapidamente quebradas. Logo no primeiro dia de Jake na cidade, na verdade.

Novato no grupo, o protagonista Jake logo consegue se enturmar e não vira objeto de gozações como outro novato, Billy – que todos chamam de Beuter (Will Britain). Logo no início, além da “falta de preocupações sérias” daquele grupo de rapazes, Linklater nos mostra um ambiente amistoso e também altamente competitivo. Jake entra no grupo e logo percebe a importância da irmandade, de fazer parte do grupo e de se integrar a ele mesmo não compartilhando exatamente daquele estilo de vida.

Bem-sucedidos como jogadores de beisebol no ensino médio, agora Jake e os outros novatos tem o desafio de seguirem bem na carreira universitária. Ali o nível é muito mais alto, porque jogadores de todo o país brigam por vagas mais restritas nas diferentes universidades do país para buscar vitórias na liga nacional. Para quem quer fazer carreira no esporte e se tornar profissional, esta é uma etapa fundamental. É neste cenário que se desenvolve Everybody Wants Some!!

Por isso mesmo o filme, que aparentemente é vazio, se torna interessante. Afinal, ele ajuda a explicar um pouco da “mentalidade média” do jovem americano dos anos 1980 e a própria formação ideológica do país que valoriza os melhores – e, consequentemente, torna a competitividade um elemento-chave do processo. Jake sem dúvida alguma é o protagonista. Afinal, a história começa e termina com ele em cena. Ainda assim, Linklater coloca um grupo de personagens no foco principal da história durante toda a trama.

Nunca é um desafio simples desenvolver diversos personagens em um roteiro. Sem dúvida alguma é mais fácil se “aprofundar” no perfil de um ou dois personagens. Mas Linklater, que é um bom contador de histórias, consegue se sair bem ao explorar cerca de uma dúzia de personagens diferentes. Claro que não nos aprofundamos em ninguém, mas conseguimos pouco a pouco identificar o estilo de cada um. Há os mais competitivos, como McReynolds (Tyler Hoechlin) e Jay; há os brincalhões natos e especialistas em apostas, como Nesbit/Nez (Austin Amelio); e o mais experiente, filósofo e “pegador” Finnegan/Finn (Glen Powell).

Em diversos momentos dá para perceber, contudo, que Jake diferencia da maioria dos jogadores de seu time porque ele tem mais “bagagem” e um olhar diferenciado sobre o que está acontecendo. Isso fica claro especialmente na reta final do filme – que é um bocado “surpreendente”, digamos assim, porque sobe um pouco o nível do roteiro. Saímos do besteirol e do papo de “como pegar o máximo de mulheres”, além das brincadeiras quase juvenis dos rapazes, para uma conversa quase filosófica entre Jake e Beverly e o que os atrai no que eles estão fazendo.

Everybody Wants Some!! nos mostra uma fase divertidíssima da vida, quando garotos e garotas ainda não estão encarando a “seriedade” e os mil compromissos da vida adulta e podem se sentir mais livres. De forma inteligente, Linklater nos mostra os “bons” dias e os dias “ruins” neste cenário, começando com um dia bom, quando muitos dos jogadores conseguem “se dar bem” com diversas garotas e, na sequência, um outro dia ruim. Não apenas porque eles não estão conseguindo uma boa “caça” no clube dance mas também porque sai a primeira briga envolvendo o esquisitão e bastante explosivo Jay.

Até o final do filme, além do ambiente “dance”, vemos o grupo frequentando uma festa country, uma festa punk e, finalmente, uma festa à fantasia. Jay chega a questionar a falta de estilo do grupo, mas o veterano Finnegan defende que eles não tem estilo definido, mas que se adaptam para conseguir sucesso com as garotas e vão onde for necessário para conseguirem “marcar pontos”. Festas, garotas e muita cerveja é o que motiva o grupo. A energia deles é direcionada para o sexo. No meio do caminho, eles se relacionam como grupo, acreditando que em uma irmandade eles ficarão mais fortes e confiantes. Como em uma alcateia na busca pela sobrevivência.

Conforme as oportunidades aparecem, eles mudam de roupa e assumem a “pele” adequada para fazerem sucesso onde eles forem. Willoughby (Wyatt Russell) é o único que defende a “esquisitice” dos arremessadores e defende que cada um encontre a sua essência e a sua identidade e que não pareça como “todo mundo”. Querendo ou não, Everybody Wants Some!! trata também sobre este momento da vida em que homens e mulheres estão não apenas se descobrindo, mas também se definindo. E as escolhas parecem ser definitivas. Com o tempo, todos vão aprender que não é bem assim e que caminhos inicialmente trilhados podem ser modificados.

Então de maneira muito interessante e “natural”, Linklater nos apresenta uma reconstituição dos anos 1980 impecável para nos falar não apenas de uma fase da vida mas também de um estilo de sociedade bem específico. Acho interessante como ele não embeleza a pílula. Sim, aquele grupo de caras queria mesmo viver entre cervejas, festas, zoação e transas com belas mulheres. Mas, ao mesmo tempo, eles passavam por uma fase de definições e de alta concorrência, sendo cobrados por todos os demais – pela sociedade em si – para que tivessem sucesso.

Cada um em sua área. Por acaso o filme foca jogadores de beisebol – algo muito americano, e certamente a escolha não foi por acaso -, mas poderia ser qualquer grupo de qualquer área. O nível de pressão para que cada um obtenha êxito, seja na profissão, seja conquistando mulheres/rapazes ou para “se encaixar” em um grupo é bastante alto. Isso acontece em praticamente qualquer latitude mas, certamente, em um nível muito mais pesado nos Estados Unidos.

Por causa da reconstituição de época, por nos transportar novamente para os filmes dos anos 1980, por mostrar os jovens da época com bastante naturalidade e por revelar uma parte da formação e da mentalidade dos Estados Unidos sem julgamentos que Everybody Wants Some!! se mostra um filme interessante. Não é uma produção inesquecível e nem entrará na lista das melhores dos últimos tempos ou mesmo deste ano, mas ela tem o seu valor.

NOTA: 8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Assisti a este filme por dois motivos. Primeiro porque ele logo vai estrear no mercado brasileiro. Depois, porque algumas listas que apontam filmes que podem ser indicados a uma ou mais categorias no Oscar 2017 trazem o nome de Everybody Wants Some!! Fiquei curiosa para assisti-lo por isso, principalmente. Também me atraiu o fato do filme ser dirigido e ter roteiro de Richard Linklater. Afinal, esse diretor já nos apresentou grandes trabalhos, como Before Sunrise (que, aliás, virou uma trilogia, mas eu lembro de ter assistido apenas a esta primeira produção) e, principalmente, Boyhood (comentado aqui).

Decidi, contudo, nesta fase bem preliminar do Oscar, identificar com a tag “Oscar 2017” apenas os filmes realmente já indicados pelos seus respectivos países na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. Os demais filmes que tem alguma chance ao Oscar eu só vou colocar nesta categoria e com o adicional de “Palpites para o Oscar 2017” quando eles já tiverem sido indicados em diferentes categorias e/ou quando eles tiverem ganho uma ou mais premiações pré-Oscar e que servem de termômetro para a maior premiação do cinema de Hollywood.

Estava aqui pensando em dois pontos que eu não citei antes sobre Everybody Wants Some!! (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Tenho certeza que esta produção vai mexer com boas memórias de muita gente especialmente porque a história se passa em um tempo pré-internet e computadores. Uma era em que as pessoas interagiam muito mais e que gastavam o seu tempo uma com as outras mais do que hoje o tempo que elas dedicam para a tecnologia. Com isso não quero dizer que antes era melhor… talvez em alguns aspectos. Mas a tecnologia é importante e nos facilita muito a vida também. Só que realmente são épocas muito diferentes. Acho que a galera mais nova e que não viveu aquela época pode se surpreender com alguns pontos da história. Para o pessoal “mais velho”, certamente boas lembranças vão surgir.

Outro ponto que o filme me fez pensar é que realmente a sociedade está evoluindo na relação entre homens e mulheres. Algumas vezes pensamos que apenas no Brasil os homens mexem com as mulheres nas ruas de forma descarada e um tanto grosseira, mas em Everybody Wants Some!! vemos os rapazes fazendo isso desde o início – como na cena em que eles gritam “peitos” para garotas que estão em uma casa que parece só de meninas. Muitas vezes eles são grosseiros, babacas e até faltam com o respeito. Sinal de que isto não é algo só do Brasil, mas acontece em várias partes. Ou acontecia, porque me parece que a conscientização e o “empoderamento” feminino estão mudando um pouco a percepção sobre estas “invasões de privacidade”. Ou eu estou errada?

Ao conferir a filmografia de Richard Linklater eu me dei conta de algo: no Brasil o filme Everybody Wants Some!! ganhou o título de Jovens, Loucos e Mais Rebeldes. Pois bem, em 1993 o diretor lançou Dazed and Confused, um filme que foca um grupo de estudantes do ensino médio em seu último dia de aula em maio de 1976. Os personagens não são os mesmos de Everybody Wants Some!!, mas talvez os dois filmes realmente tenham os seus paralelos. Como eu não assisti (ou não lembro, pelo menos) o primeiro, pergunto aqui para quem assistiu se realmente há ligações “filosóficas” entre os dois ou não. Me parece que sim, até porque este novo filme se passa nos dias anteriores ao primeiro dia de aula e, vendo algumas fotos de Dazed and Confused, me parece que algumas situações são parecidas. Além disso, não deixa de ser interessante que os dois filmes são separados, em termos de história, por poucos anos. Curioso, no mínimo.

Richard Linklater não apenas reconstrói uma época, os anos 1980, como de forma declarada faz um filme que resgata boa parte do cinema daqueles tempos. Há muitas e muitas sequências que lembram as produções da época, como as de festas, as que mostram o grupo de jovens caminhando pelas ruas e aquela clássica conversa entre Jake e Beverly por telefone com a tela dividida pela metade e que mostra a reação simultânea dos dois enquanto conversam. Clássico, clássico dos anos 1980. Bacana. Mas apesar de tantas qualidades, é preciso dizer que este filme não passa da classificação de mediano.

Como eu disse antes, o personagem de Jake domina a cena. Ele é o protagonista. Mas além dele e dos outros personagens já citados, vale comentar outros nomes que tem uma certa relevância na história. Como Ryan Guzman, que interpreta Roper; Temple Baker que interpreta Plummer, outro “calouro” da turma; J. Quinton Johnson se destaca entre os coadjuvantes como Dale; Sophia Taylor Ali interpreta a colega de quarto de Beverly; Tanner Kalina interpreta a Brumley, outro novato; Forrest Vickery interpreta a Coma, outro veterano; Michael Monsour interpreta a Justin, um punk que foi colega de Jake antes da faculdade; e Tory Taranova faz uma ponta como Debra Kadabra. Há outros atores e atrizes em papéis menores, mas ninguém com grande destaque que merece ser mencionado.

Vivemos uma onda de “revival” dos anos 1970 e 1980, então por isso dá para entender uma certa “euforia” em relação a este filme. Os usuários do site IMDb, por exemplo, deram a nota 7,1 para esta produção, o que é uma boa avaliação se levarmos em conta o padrão do site. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 165 textos positivos e 24 negativos para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 87% e uma nota média de 7,6. Especialmente os críticos gostam muito de Richard Linklater, o que pode realmente ajudar o diretor e o filme a alguma indicação ao Oscar 2017.

Para o meu gosto, o diretor merece mesmo ser acompanhado, mas Everybody Wants Some!! está muito, mas muito abaixo de Boyhood.

Além da direção e do roteiro de Richard Linklater, muito bem planejados e que correspondem exatamente ao que o diretor queria com o filme, merecem destaque nesta produção a direção de fotografia de Shane F. Kelly, os figurinos de Kari Perkins, a direção de arte de Rodney Becker e a decoração de set de Gabriella Villarreal. O trabalho deste grupo ajuda a nos transportar para os anos 1980 sem dúvidas. A trilha sonora, cuidadosamente selecionada com sucessos daquela época, também é um verdadeiro deleite. Falando em possíveis indicações ao Oscar, acho que os figurinos de Kari Perkins poderiam conseguir uma vaga. Gostei também da edição de Sandra Adair.

Posso estar exagerando, mas acho que os atores Blake Jenner e Zoey Deutch tem o carisma e a sintonia parecidos com John Travolta e Olivia Newton-John no clássico Grease. Guardadas as devidas proporções, claro – já que em Grease a história girava em torno do casal e o filme era um musical, diferente de Everybody Wants Some!!, que não tem a história centrada no casal e tem outra proposta de desenvolvimento da história. Mas os dois realmente estão ótimos e mostram muita sintonia. Fica fácil para o espectador “torcer” por eles.

Everybody Wants Some!! estreou em março deste ano no Festival de Cinema South by Southwest. Depois, o filme participou de apenas outros três festivais. Até este momento ele não foi premiado.

Esta produção teria custado US$ 10 milhões e faturado, apenas nos Estados Unidos, cerca de US$ 3,4 milhões. Ou seja, até o momento, esta produção está dando um prejuízo considerável. Não emplacou como os realizadores gostariam, certamente.

Everybody Wants Some!! foi totalmente rodado no Texas, Estado natal do diretor Richard Linklater. Entre as cidades que são mostradas na produção estão a de San Marcos (onde fica a Texas State University), Manor, Taylor, Austin, Huntsville, Bastrop, Elgin e San Antonio.

Agora, aquelas curiosidades clássicas de cada filme. O diretor Richard Linklater comentou que Everybody Wants Some!! é uma continuação de Boyhood. Curioso isso. Ele afirma que é uma continuação do filme anterior que o levou a várias indicações ao Oscar porque Everybody Wants Some!! começa exatamente onde Boyhood termina, ou seja, com um rapaz chegando na faculdade e conhecendo os seus novos companheiros e uma garota… bem, digamos que é uma forma de criativa de ver esta continuação da história, não é mesmo?

O título original desta produção, que era “That’s What I’m Talking About” é uma linha do roteiro de Dazed and Confused, de 1993. Essa expressão também aparece em diversos momentos de Everybody Wants Some!!

Faz parte da trilha sonora de Everybody Wants Some!! nomes conhecidos daquela época como The Knack, Sugarhill Gang, Cheap Trick, ZZ Top, Parliament, Brian Eno, Belle Epoque, Frank Zappa, Blondie, Kool & The Gang, Donna Summer, Pink Floyd, Queen, Van Halen, Mark Knopfler, entre outros.

Antes eu comentei sobre o final surpreendente. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Comento isso porque até a cena entre os protagonistas conversando na água, Everybody Wants Some!! parecia mais um filme sobre jovens e besteirol. Mas naquele momento temos certeza sobre algo que aprendemos na vida: nem todos os jovens são estúpidos ou só fazem/pensam besteira. Tem muita gente talentosa, apaixonada e interessante, mesmo em tenra idade. Jake surpreende naquela cena e deixa a todos, inclusive Beverly, ainda mais encantados.😉 A juventude é bacana, tem grande potencial e grandes ideias. Ainda não ficou “paralisada” por uma série de regras e compromissos e, por isso, cada vez mais deveríamos apostar nos jovens talentos. Eles tem muito a nos ensinar.

Este é um filme 100% dos Estados Unidos. Por isso ele entra também naquela categoria que contempla as votações feitas aqui no blog – há tempos atrás vocês me pediram filmes daquele país.

No final do filme há uma sequência “extra” com boa parte do elenco fazendo um rap que passa por alguns cenários e mostra os bastidores do estúdio. A sequência está após os créditos. Nada demais, mas é um detalhe “bonitinho” para quem fica no cinema até o final.

CONCLUSÃO: Não espere nenhuma grande reflexão ou lição de vida neste filme. Com um pouco de esforço ele pode ser considerado um misto de resgate histórico e um semi-estudo antropológico de um grupo em um determinado momento da História. Mas se você quiser ter uma leitura “ligeira” da produção, ela é uma desculpa para mostrar os anos 1980 e um grupo de pessoas focadas em uma rotina de fraternidade, alta competitividade, festas sem fim e sexo. Resgate de época muito bem feito, este filme surpreende um tanto na reta final. O que nos faz pensar além da história. Boa condução de Richard Linklater, boa escolha de atores e um roteiro cheio de besteirol. Diversão que permite um pouco de reflexão também. Mas nada que dure muito tempo na memória.

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